Com Correio Braziliense informações
Tasso Franco , Salvador |
09/09/2023 às 18:35
Mauro Cid t5en cel era ajudante de ordens de Bolsonaro
Foto: Ag Senado
O tenente-coronel Mauro Cid (foto) foi solto há pouco após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Como mostramos, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro terá de cumprir uma série de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e limitação para sair de casa.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deixou a prisão na tarde deste sábado (9) após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, lhe conceder liberdade provisória e homologar seu acordo de delação premiada.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou, neste sábado (9/9), que não aceitará delações feitas pela Polícia Federal (PF), reagindo à homologação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao acordo firmado com o tenente-coronel Mauro Cid.
Segundo Aras, a Procuradoria-Geral da República (PGR) é pautada pela Constituição e, portanto, “não aceita delações conduzidas pela Polícia Federal, como aquelas de Antonio Palocci e de Sérgio Cabral, por exemplo”.
“O subprocurador-geral da República que se manifestou na delação de Mauro Cid apenas postula que se cumpra a Lei. Ele tem independência funcional para tanto. A imprensa lavajatista, que divulga manchetes e matérias vazadas de processos sigilosos, dando prosseguimento à Operação Lava Jato, da qual foi consorciada, é tão nociva quanto aqueles que fornecem informações deturpadas”, escreveu Aras no X, antigo Twitter.
O órgão se manifestou contra a colaboração acertada pela PF pois considera que a oferta de delações premiadas não é uma atribuição da corporação e autorizou que os agentes seguissem tentando uma delação, mas que fosse de autoria da PGR.
A PGR pediu documentos à PF para acompanhar as investigações. Uma segunda delação foi enviada à defesa de Mauro Cid na sexta (8) e assinada pelo subprocurador Humberto Jacques de Medeiros.
O órgão questionou na Justiça a possibilidade da PF firmar colaborações premiadas e em 2018 o STF decidiu que a corporação pode participar das delações desde que o Ministério Público Federal (MPF) se manifeste.
O pedido de delação premiada partiu da defesa de Cid, preso desde o dia 3 de maio. Moraes estabeleceu condições para que Mauro Cid seja solto provisoriamente e delate à PF, como usar tornozeleira eletrônica, limitações para sair de casa, afastamento das funções no Exército, além de estar vedado o acesso a redes sociais e contato com outros investigados, com exceção da esposa, Gabriela, da filha e do pai, o general Mauro Cesar Lourena Cid.