Política

ROMA POLARIZA COM JERÔNIMO NO DEBATE DA BAND SEM A PRESENÇA DE NETO

Debate aconteceu ontem à noite na TV Bandeirantes Bahia
Tasso Franco , Salvador | 08/08/2022 às 08:47
Debate na Band sem ACM Neto
Foto: DIV
     Três dos candidatos ao governo da Bahia — Jerônimo Rodrigues (PT), João Roma (PL) e Kleber Rosa (PSOL) — participaram ontem do debate Band Bahia.

  Os candidatos responderam a perguntas dos jornalistas ligados à Band. O petista buscou associar-se a Lula e criticou ausência de Neto. “Quero destacar uma ação de educação em tempo integral para toda a Bahia. Farei com que todos os municípios tenham oferta de educação profissional e ampliarem as vagas do primeiro emprego na Bahia”, propôs.

Kleber Rosa (PSOL) também criticou a ausência de ACM Neto. “Temos a proposta do salário-mínimo regional. Entreguei em mãos esse projeto ao governador Rui Costa. Propomos um mínimo na Bahia 20% acima do nacional”, expôs.

João Roma (PL), o terceiro a responder, criticou “práticas políticas do passado” e disse achar “lamentável que o ex-prefeito de Salvador esteja ausente no debate “Educação, Saúde e Segurança Pública não estão chegando ao povo. A violência está chegando ao limite do tolerável. Vamos baixar os impostos e tornar a Bahia mais competitiva”, declarou.

Na segunda etapa, também com perguntas de jornalistas do Grupo Band, os participantes responderam e comentaram as respostas dos adversários. Temas como educação, saúde e segurança pautaram o bloco. Rosa aproveitou a oportunidade para alfinetar Roma, ao criticar a Educação de Salvador e o governo federal; já o bolsonarista lembrou que o presidente foi quem mais deu aumento a professores, e detalhou projetos implementados pela gestão federal. Questionado sobre o alto índice de homicídios na Bahia, Jerônimo citou propostas e transferiu parte da culpa à liberação de armas pelo presidente Bolsonaro.

DESMENTE JERÔNIMO 

No bloco de considerações finais João Roma (PL) precisou dedicar parte de sua fala para rebater informações falsas que os candidatos Jerônimo Rodrigues, do PT, e Kléber Rosa, do PSOL, lançaram aos eleitores sobre a duração do Auxílio Brasil.

"O Auxílio Brasil veio para melhorar o Bolsa Família e, diferente do que eles disseram aqui, não acaba em dezembro. Eles estavam acostumados a, em época de eleição, ameaçar as pessoas e dizer 'vota no meu candidato, senão você perde o benefício'. Hoje cada cidadão sabe que o Auxílio Brasil de R$ 600 é uma conquista da nossa sociedade", disse Roma, ressaltando que nenhum cidadão perderá o auxílio devido à influência de quaisquer candidatos. "Nós queremos deixar a pessoas independentes, em um estado que esteja de mãos dadas com o cidadão", enfatizou.

O ex-ministro da Cidadania também ressaltou que ele deseja uma mudança de verdade na Bahia. "Não uma mudança de seis por meia dúzia onde de um lado você vê o candidato do PT, Jerônimo Rodrigues, do outro o candidato oficioso do PT, ACM Neto, e aqui ao meu lado o Kleber, que fica fazendo o jogo combinado", apontou Roma. Ele salientou que o Brasil não vai voltar ao passado que envergonhou e decepcionou milhões de brasileiros. "Nós queremos um Brasil que siga para frente, que a gente continue tendo orgulho do nosso verde e amarelo", salientou.

Roma ainda disse para o candidato petista: "não se espalhe muito não, que fica ruim para o senhor". O candidato a governador do PL explicou o porquê da advertência. "Você falou de drogas e falou de Bíblia. O seu governo defende apologia às drogas. E eu defendo uma Bíblia porque eu acredito em Deus e na minha Bíblia se defende a família. Diferente desse seu governador que disse que o tráfico de drogas emprega muitos jovens. Avisa, por favor, ao governador que o nome disso não é emprego, é descaminho para nossa juventude".

O candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro disse que tem um propósito muito claro. "Chegar no governo da Bahia para diminuir os impostos, aumentar a oferta de emprego e renda para o nosso povo, para que cada filho de Deus na Bahia possa, sim, melhorar de vida", finalizou.