Política

CMS DEBATE problemas da educação com secretário Guilherme Bellintani

O gestor reconheceu a existência de problemas causados pela descontinuidade das administrações
Limiro Besnosik , da redação em Salvador | 09/09/2015 às 17:55
A reunião aconteceu no auditório do Bahia Center
Foto: Reginaldo Ipê

O secretário municipal de educação, Guilherme Bellintani, participou, na manhã desta quarta-feira, 9, de uma reunião aberta da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer da Câmara de Salvador, realizada no auditório do Edifício Bahia Center, anexo da CMS. Estiveram presentes também educadores e vereadores.

O foco do encontro foram os problemas da rede municipal de ensino, mas tratou-se também de questões estruturais e pedagógicas, incluindo a educação infantil e a qualificação dos professores. Para o presidente do colegiado, Silvio Humberto (PSB), o Poder Executivo não pode se limitar a realizar ações sem o devido planejamento estratégico.

“Temos que entender os programas voltados para a área da educação, fiscalizar as metas e objetivos alcançados. Estamos cansados de ver a Secretaria Municipal de Educação virar um grande local de experimentos numa pasta tão importante. Precisamos agir de forma estratégica para conseguirmos os resultados que esperamos e melhorarmos a qualidade da educação no nosso município”, declarou.

Programa bom

Sétimo titular da pasta nos últimos dez anos, Bellintani admitiu que alguns dos problemas mais sérios da administração são causados pela descontinuidade de gestores. Ele reconheceu a importância dos debates realizados na Câmara e enalteceu o Programa Combinado, lançado em julho para tentar solucionar questões que afetam diretamente a qualidade do ensino, desde problemas simples, como a limpeza de caixas d'água das unidades escolares, até as mais complexas, como a implantação de projetos de apoio à aprendizagem.

“É fundamental este debate. É o momento de ouvir e prestar contas. Faço questão de vir sempre a esta Casa para dialogar sobre melhorias para a Educação”, afirmou. Segundo ele a rede tem situações a serem resolvidas: “Além da gestão das escolas, infraestrutura física, pedagógica e a relação com o aluno, não menos importante são as questões da transparência, da garantia de abertura das escolas e do espírito democrático. Não podemos cobrar estrutura sem ter transparência”.

Hilton Coelho (PSOL), vice-presidente da Comissão, e a diretora da ONG Avante, Maria Thereza Marcilio, destacaram a importância da implantação do Plano Municipal de Educação. A servidora da Câmara e assistente social, Claudia Correia, cobrou da prefeitura mais atenção à primeira infância. Aladilce Souza (PCdoB), Joceval Rodrigues (PPS), Luiz Carlos Suíca (PT), Paulo Magalhães Júnior (PSC), Waldir Pires (PT) e Toinho Carolino (PTN) também participaram do debate.