O centenário de nascimento do jornalista Jorge Calmon foram lembrados pela Câmara de Salvador com uma sessão especial requerida pelo presidente Paul Câmara (PSDB) na noite desta terça-feira, 7, no plenário Cosme de Farias. Familiares, amigos e políticos participaram da solenidade.
“A vida de Jorge Calmon, pela pluralidade das áreas que participou, é conhecida da maioria de nós. Uns a conhecem pelos seus feitos institucionais, outros pela política ou pelo jornalismo. Era um homem brilhante como poucos, consistente em seus atos e exemplar em suas relações de trabalho e amizade” destacou o tucano, autor de projeto de indicação dando o nome do homenageado à nova avenida que liga Cajazeiras à Avenida Paralela.
Empreendedor do bem
Edvaldo Brito (PTB) falou em nome dos colegas: “Ele foi um empreendedor do bem. Estou honrado por ter sido escolhido pelo presidente para fazer a saudação em nome dos vereadores. Estive ao lado dele em diversos empreendimentos e o vi honrar a sua atuação na política, no jornalismo e, sobretudo, a sua família”.
O jornalista Samuel Celestino, amigo e substituto de Jorge Calmon na cadeira 23 da Academia de Letras da Bahia, era um dos mais emocionados: “Ele foi um dos maiores jornalistas da Bahia de todos os tempos. Tinha conhecimento da imprensa do início do século e acompanhou tudo que aconteceu daí em diante. Foi meu mestre e por causa dele presidi a Associação Baiana de Imprensa (ABI) por 25 anos”, disse. O presidente da ABI, Walter Pinheiro, disse que Jorge Calmon era um exemplo de elegância e dignidade. “Ele teve a oportunidade de formar muitos profissionais de imprensa que atuaram reverenciando seus ensinamentos e sua ética”.
Os filhos do homenageado, Jorge Calmon Filho, Maria Edith Calmon, Maria Virgínia Calmon Santos e Maria Tereza Calmon Carvalho prestigiaram a sessão. Para ele o pai é um exemplo de caráter: “Nós estamos orgulhosos dele e da vida que ele teve. Era uma pessoa de princípios nobres que nos ensinou tudo”, afirmou. “Meu pai era uma pessoa incrível e extremamente dedicado à família. Apesar de todos os seus compromissos sempre esteve presente em nosso lar”.
Compuseram a mesa da sessão Edvaldo Brito, o presidente da Associação Baiana de Imprensa (ABI), Walter Pinheiro, o jornalista e membro da Academia de Letras da Bahia, Samuel Celestino, o filho do homenageado, Mário Jorge Calmon, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho, desembargador Valtércio Oliveira, o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Inaldo Paixão, o presidente do Tribunal de Contas do Município, Francisco Neto e o diretor executivo do jornal A Tarde, Renato Simões Filho.
Vida intensa
Jorge Calmon Moniz de Bittencourt nasceu em Salvador a 7 de julho de 1915 e faleceu em 18 de dezembro de 2006, aos 91 anos. Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), ele escolheu o jornalismo como profissão. Ingressou no jornal A Tarde em 1934 onde permaneceu por 67 anos. Durante toda vida foi presença marcante nos principais acontecimentos políticos, culturais e sociais da Bahia.
Presidiu também a Associação Baiana de Imprensa, integrou a Academia de Letras da Bahia e o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Na área política foi deputado estadual por dois mandatos e atuou ainda como secretário do Interior e de Justiça, chefe da Casa Civil do governo Lomanto Júnior. Na área acadêmica foi professor titular da Universidade Federal da Bahia.
Também participou da sessão a vereadora Ana Rita Tavares (PEN). A homenagem contou, ainda, com a presença do historiador Francisco Sena, da desembargadora Lisbete César e dos ex-vereadores Pedro Godinho, Valquíria Barbosa e Antônio Robespierre.