Política

ROSEMBERG diz que retirou nome para não pactuar com uma ilegalidade

Bancada do PT acompanhou a decisão do seu líder, mas, votação de romper com Nilo teria sido apertada 6x4 dentro da bancada (sem o voto de Pinto)
Tasso Franco , da redação em Salvador | 02/02/2015 às 16:33
"Não quero validar a regra do jogo. Vou à Justiça", disse Rosemberg
Foto: Paulo Mokofaia
   "Não quero validar a regra do jogo, pois, discordo dessa perpetuação de mandatos do deputado Marcelo Nilo (PDT), daí que retirei minha candidtura a presidente e vou recorrer a Justiça" afirmou o deputado Rosemberg Pinto ao Bahiaja Já destacando que a eleição de Nilo para o 5º mandato consecutivo é inconstitucional.

    Segundo o líder petista, até quando foi possísvel, a permanência de seu nome na disputa serviu para destacar o conceito de que “a reeleição indefinida não contribui para o processo democrático”, sendo necessário um ”debate público da questão”.

    Quando se frustraram todas as tentativas de impugnar o nome de Nilo, a bancada do PT retirou-se do plenário e não aceitou a proposta do adversário para ocupar a 4º vice-presidência, que terminou destinada ao deputado Sargento Isidório (PSC).

    Na opinião de Rosemberg, essa 4ª vice foi um artificio criado por Nilo que não valia nada " e não podiamos aceitar um cargo dessa natureza".

    Embora reconhecendo a legitimidade das demais candidaturas, o partido decidiu não votar em nenhuma delas para “não validar um processo que é ilegal”, disse Rosemberg, anunciando possíveis medidas judiciais para questionar a constitucionalidade da eleição.

   “Vamos pensar no que vamos fazer. Pactuar o fim da reeleição. A bancada pode tomar providências por ela própria ou liberar seus integrantes para adotar as medidas que julgarem convenientes”, afirmou o parlamentar.