ter�a-feira, 19 de outubro de 2021
Colunistas / Crônicas de Copacabana
Nara Franco

Crônicas de Copacabana: Um café na Confeitaria Colombo

Crônicas de CPara entrar no Forte é preciso pagar R$ 6 de entrada. Crianças até 12 anos não pagam.
16/10/2017 às 18:03
Chove no Rio depois de três dias de muito sol na cidade. Carioca fica meio perdido em dias de chuva e a tendência é sempre ficar em casa. Vou aproveitar a preguiça do domingo chuvoso para falar do feriado do dia 12, que aproveitei para almoçar na Confeitaria Colombo do Forte de Copacabana.

A confeitaria foi fundada em 1824. Quando vim morar em Copacabana, ela ainda existia na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, esquina com Barão de Ipanema. Hoje, o espaço é uma agência do Banco do Brasil. Ela foi transferida para o Forte e é um dos melhores programas que se pode fazer no bairro. 

Antes de falar dele, do Café do Forte, é preciso lembrar que a Colombo tem no Centro um salão incrível, que é uma verdadeira viagem no tempo. Por lá passaram Chiquinha Gonzaga, Rui Barbosa, Lima Barreto, Getúlio Vargas e Olavo Bilac, frequentador tão assíduo, que batiza uma das filiais da casa.

A Colombo de Copacabana abriu as portas em 1944 e viu o bairro crescer até 2003. Ela pode não ter o esplendor que tinha antigamente, mas no Forte tem uma vista privilegiada: toda a Praia de Copacabana, Pão de Açúcar e Niterói. A Colombo é considerada um dos 10 cafés mais bonitos do mundo. Só nela você pode comer a famosa coxinha creme, que vem com osso e tudo. Uma coxinha que é quase um frango, recheada com um creme que é segredo da casa.

A decoração deste café não remete à Belle Epoque, como os outros salões. É simples, mas com a marca registrada da Colombo. Um bom programa é tomar café por lá, preferencialmente olhando o mar. Os fins de semana são lotados e o tempo de espera pode levar até 2 horas. Minha dica é: chegue até às 11h ou depois das 13h. Se der, vá durante a semana. Eu nunca consegui a proeza de sentar na beira da mureta que separa o forte do mar, mas o salão interno também tem seu charme. 

Para entrar no Forte é preciso pagar R$ 6 de entrada. Crianças até 12 anos não pagam. Idosos pagam meia. Além da Colombo, há no Forte uma exposição permanente do Exército Brasileiro e a fortificação que dá nome ao lugar. Após às 18h a entrada é gratuita. 

Aproveitei o dia de sol para comer um ótimo sanduíche. Meu afilhado matou um mil-shake de chocolate sem respirar. Ainda saí de lá com uma caixa de goiabada, daquelas molinhas. Só a caixa já vale a compra. A Colombo é para quem gosta de comer bem. Os pratos são bem servidos e as opções de café contam com cestas de pães, bolo, suco, café e frios. Há ainda o tradicional chá da tarde. 

Alimentada, depois de quase 1h esperando para sentar, fui curtir a vista da praia lotada. Nada melhor do não fazer nada, não é mesmo?

Mais informações no site: http://cafe18doforte.com.br.