O marrento Ancelotti manteve Casemiro em campo, o pior no primeiro tempo, e ele fez o gol do empate
Tasso Franco , da redação em Salvador |
29/06/2026 às 16:47
Torcedores foram a loucura
Foto: REP CAZÉ TV
Foi sofrido, com um gol já nos acréscimos, mas viramos o jogo contra o Japão (2 x 1), garantimos vaga nas oitavas de final e acalentamos o sonho do Hexa. Isso é Copa do Mundo, entrega até o final. Não jogamos um futebol encantador, como outrora, mas brigamos, competimos, merecemos, acreditamos, jogamos mais que eles. O gol decisivo veio quando tudo levava a crer numa prorrogação; já não criávamos e os japoneses pareciam contentes com o empate. Porém ... ‘o jogo só acaba quando termina’, já disseram. E vencemos. Que venha o próximo. Mais confiança.
O nosso adversário sai do confronto entre Noruega e Costa do Marfim – jogam amanhã, terça à tarde, em Nova Jersey. Jogamos domingo à tarde, 17h, pelas oitavas.
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Em Houston/EUA
- Jogo ao meio dia, temperatura a mais de 30º, mas o estádio tem climatização, os atletas não sofrem tanto com o calor (68mil presentes). Primeiro jogo do Brasil pela segunda fase da competição, eliminatório. Valendo vaga nas oitavas de final. Sem chuvas, bom relvado e muito amarelo nas arquibancadas.
- A Seleção Brasileira com seu uniforme tradicional – as camisetas amarelinhas, calções azuis; a primeira vez que Ancelotti repetia a escalação do jogo anterior. A seleção japonesa, com um desfalque no ataque, acreditando – de camisetas brancas e calções pretos.
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Com a bola rolando ...
- Como tem sido, o Brasil começou apertando, marcando a saída de bola adversária, tentando se impor desde o começo. Posse de bola brasileiro. Os japoneses suportando, marcando. Passada a pressão inicial, depois dos 10min os asiáticos foram se soltando.
- Aos 13’, boa trama, Matheus Cunha arriscou, o goleiro Susuki triscou, salvou no rodapé. Aos 15’, o Japão teve uma falta na entrada da área, mas a batida desviou na barreira. Mais equilíbrio. Aos 23min, parada técnica, hidratação.
- Gol! 1x0 Japão, aos 29’. Passe errado de Danilo, camisa 13, Casemiro chegou atrasado na marcação, como sempre, e o chute de Sano saiu forte, por baixo, da meia lua, no canto; nosso goleiro, pra variar, aceitou, não chegou nela. Primeiro chute japonês, placar aberto.
- E o Brasil foi pra cima, ao tudo ou nada, mesmo que desordenadamente, e os japoneses já fechadinhos, atrás, prontos para o contragolpe. Um Brasil lento, burocrata, tímido – sentiu o golpe. Os japoneses tranquilos, a tocar bola.
- Primeira etapa preocupante. Começamos bem, na pressão, nada conseguimos. O Japão suportou bem e, na primeira chance, em erros recorrentes de Danilo (erros de passe), Casemiro (lento), Marquinhos (sumido), Álisson (chama gol)... levamos o gol. Sentimos a pancada e nos perdemos em campo, nada produzimos. Time lento, burocrático, previsível e com buracos defensivos. O Japão à vontade, tático, pragmático. Que faria o ‘mister’ Ancelotti no vestiário? Como mudar o panorama negativo da primeira etapa?
- Mudanças no intervalo. Saiu Paquetá, sentindo músculo da coxa, entrou Endrick, de centroavante (Matheus Cunha voltando para compor o meio-campo). Linhas de marcação avançadas, o Brasil precisava atacar, buscar o empate. Outra leitura.
- Aos 6mi, ótima levantada de Danilo, Bruno Guimarães testou de frente, defesaça de Zion Susuki. Aos 8’, Casemiro mergulhou na pequena área, testou forte e o zagueiro salvou em cima da linha. Quase! Pressão total.
- Gol! 1 x 1, aos 10min. Casemiro, de cabeça, escorando na direita, linha da pequena área, um ótimo cruzamento largo e rápido de Gabriel Magalhaes, da esquerda.
- Aos 12’, grande jogada individual de Vini Jr, pela esquerda, Susuki salvou a virada. O jogo vai ficando aberto, no lá e cá, bem corrido. O Brasil no comando das ações.
Martinelli em campo, saiu Cunha. Duas substituições no Japão. Os treinadores buscando definir a parada. Parada técnica, aos 23min.
- Aos 39’, Ryan bateu falda da direita, com a esquerda, e a bola desviou no caminho.
O tempo passando, o Brasil tentando de tudo no abafa final. O arbitro acrescentou 6 minutos ao tempo normal.
- Gol! 2 x 1 Brasil, aos 50min. A virada chegou aos 50min, nos pés de Martinelli, completando, mesmo apertado, da frente da pequena área, acertando o canto. Boa trama coletiva, bom passe de Bruno Guimarães.
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Destaques
Gabriel Magalhães, distribuindo bem o jogo, como um meia, foi o melhor no time amarelo. Ryan melhorou na segunda etapa. O gol de Martinelli, o passe de Bruno Guimarães.
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Ficha técnica
- Brasil escalado pelo técnico Ancelotti: Álisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos; Casemiro (Fabinho), Paquetá (Endrick), Bruno Guimarães (Danilo Santos); Ryan, Matheus Cunha (Martinelli) e Vini Jr.
- Japão do treinador Hajime Moryiassu: Zion Suzuki, Tomyiassu, Taniguchi, Hiroki; Nakamura, Doan, Sano; Maeda, Ueda e Kamada. (Sugawara, Suzuki, Machino, Tanaka)
- Arbitragem italiana, Maurizio Mariani no apito.
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- Na sequência, pelas oitavas de final, o Brasil enfrenta o vencedor do duelo Costa do Marfim x Noruega (que acontece no dia 30, terça-feira, às 14h, em Nova Jersey).
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- Na abertura da segunda fase da competição, domingo, o Canadá venceu (1 x 0) a África do Sul, em Los Angeles, com gol marcado por certo Eustáquio, aos 92min, já nos acréscimos. Jogo duro, pegado, mas tecnicamente fraco.
Com o resultado, o Canadá segue, já nas oitavas de final e os ‘Bafana Bafana’, sul-africanos, voltaram pra casa.
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- Oito equipes/seleções africanas se classificaram para a segunda fase, o ‘cai-cai’ da competição. Uma já caiu fora, a África do Sul, restam sete. O futebol cresceu, evoluiu muito no continente africano; boas equipes, taludas, competitivas. Agora é hora de ver quem ‘tem farinha no saco’.
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Ainda nesta segunda-feira, dois jogos importantes:
- Em Boston, às 17h30, a Alemanha, uma das favoritas, enfrenta o oscilante Paraguai.
- Em Monterrey/México, a Holanda encara o encardido Marrocos, às 22h.
Só um continua na disputa, quem perder cai fora.
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Na terça-feira, 30 de junho, mais três partidas:
- Noruega x Costa do Marfim, às 14h; França x Suécia, 18h, e México x Equador (22h).
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Agora tá ficando ainda mais gostoso de ver.
Um feliz dia de São Pedro (e S. Paulo também) para vosmecês, que lês.
Os terreiros baianos de nação Ketu batem tambores para Xangô.