Esporte

REMADA VIKING E A TARTAN ARMY (ESCÓCIA) SÃO DESTAQUES DA COPA DO MUNDO

Noruegueses e escoceses são os destaques com suas torcidas na Copa
Tasso Franco , da redação em Salvador | 18/06/2026 às 09:30
Os noruegueses e a "viking row"
Foto: DIV
  São da Noruega e da Escócia as torcidas mais criativas da Copa do Mundo e que estão ganhando repercussão mundials. A "Tartan Army", da Escócia transformou Boston numa verdadeira extensão daquele país; e a norueguesa   
com a remada viking (viking row) um espetáculo onde milhares de torcedores sentam-se nas arquibancadas e fazem movimentos sincronizados simulando remar um barco viking.

  São as grandes atrações e novidades da Copa. A viking foi criada pela Oljeberget, principal torcida organizada da seleção norueguesa. O gesto surgiu em março deste ano, durante um amistoso contra a Suíça, e ganhou força em junho, na vitória por 3 a 1 sobre a Suécia, em um dos últimos compromissos antes da Copa.

Idealizador da ação, o vice-presidente da Oljeberget, Halvor Viste Berg, explicou que a proposta busca resgatar "elementos históricos e culturais ligados à identidade norueguesa". Segundo os organizadores, a coreografia faz referência aos tradicionais drakkars, embarcações utilizadas pelos vikings durante as expedições marítimas realizadas entre os séculos VIII e XI.

O movimento coletivo também reforça o retorno da Noruega ao maior torneio do futebol mundial após 28 anos de ausência. A conexão com a cultura nórdica já vinha sendo explorada pela seleção antes mesmo da estreia na Copa, com ensaios fotográficos oficiais que mostraram jogadores vestidos com trajes inspirados nos antigos guerreiros escandinavos.

A repercussão da coreografia ultrapassou as fronteiras do país e acabou-se gerarando comparações com o famoso "Viking Clap", popularizado pela Islândia na Eurocopa de 2016, e na Copa do Mundo de 2018. O gesto de bater palmas acima da cabeça ficou popularizado pelo planeta e até torcedores do Fluminense, no Brasil, adotaram a comemoração.

Em campo, a seleção comandada por Ståle Solbakken confirmou o favoritismo, venceu o Iraque por 4 a 1 e largou com três pontos na competição. 

OS ESCOSESES

Vai ser difícil achar uma torcida mais animada na Copa do Mundo do que a da Escócia. Em Boston, onde a seleção estreou no sábado (13) e venceu o Haiti por 1 a 0, torcedores desfilaram com gaitas de fole, dançaram com haitianos, cantaram muito em um barco, tomaram conta de um jogo de beisebol e muito mais (veja o vídeo acima).

Os escoceses viraram notícia nos Estados Unidos já na semana passada, logo que pisaram no país. No desembarque em Boston, um deles contou à TV CBS que "acabou a cerveja" no vôo; outro já saiu das lojas do aeroporto com duas garrafas de whisky.

Desde 1998 a Escócia não jogava uma Copa do Mundo, e a estreia calhou de ser só às 21h (horário local). Muitos driblaram a ansiedade começando a beber desde a manhã, como o grupo de torcedores que lotou um barco no porto de Boston. Outros dançaram junto com haitianos, de kilt e tudo.

Se antes do jogo a festa foi grande, imagine depois da vitória sofrida e histórica sobre o Haiti, a primeira da Escócia em Copas desde 1990. Teve desfile com gaitas de fole, policial fazendo embaixadinhas e noite histórica em um estádio de beisebol.

O Boston Red Sox aproveitou a presença de tantos escoceses em Boston e promoveu no domingo (14), dia seguinte ao jogo, uma Noite da Herança Escocesa no estádio Fenway Park. Não deu outra: milhares de torcedores presentes e uma animação com muito mais cara de futebol do que de beisebol.

A multidão de escoceses é chamada no país de Tartan Army, o "Exército Xadrez", pelo padrão das roupas. Eles continuam em Boston por mais alguns dias, pois é lá que a Escócia encara Marrocos na sexta-feira (19), pela segunda rodada do Grupo G. Depois, no dia 24, encara o Brasil em Miami.

Com certeza! A "Tartan Army" transformou Boston em uma verdadeira extensão da Escócia. A seleção estreou na Copa do Mundo batendo o Haiti por 1 x 0, e a festa nas ruas e nos pubs da cidade foi lendária, com direito a muito desfile de gaita de fole.Uma palinha de como os torcedores transformaram os pubs de Boston em um verdadeiro estádio de comemoração: