ZédeJesusBarrêto diz que o Vitória foi melhor mas não fez gol
ZedeJesusBarrêto , da redação em Salvador |
10/01/2026 às 18:28
Vitória 0x0Atlético de Alagoinhas
Foto: Victor Ferreira
Um típico jogo de fim de férias, sem gols, meio modorrento. A meninada do rubro-negro até correu, buscou, mas faltaram entrosamento e um pouco mais de qualidade. O pessoal de Alagoinhas desde o inicio parecia ter vindo buscar um empate, fora de casa, nada mal. Pra complicar e até justificar o baixo nível da partida um calor abafado e o péssimo estado do gramado do Barradão, dificultando o domínio, favorecendo o
erro de passes. Enfim, apenas um começo de temporada, mais uma abertura de Baianão sem gols, sem emoções. Um baba. Na sequência, promete melhorar.
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No Barradão
- O Leão com seu time misto, a maioria de garotos sub-20. O Carcará de Alagoinhas com seu treinador manjado, Agnaldo Liz, o grupo há mais de 40 dias treinando, se preparando, e a presença do veteraníssimo Walter, aquele atacante rodado e gorducho, que até afinou um pouco, no banco (ainda aguenta?). O time de Alagoinhas foi bicampeão em 2021, 22. Detalhe: os dois treinadores foram crias da casa rubro-negra, como atletas e treinadores, vitoriosos; Rodrygo (lateral) e Agnaldo (quarto zagueiro).
- Uma tarde de sábado ensolarada, arquibancadas com pouca gente (pouco mais de 8 mil presenças). O piso quase no barro, parte da grama queimada, a bola pipocando. - O Leão de branco, uniforme dois; o Carcará com camisetas listradas (vermelho, preto e branco) na parte da frente, e todo preto nas costas.
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Com a bola rolando...
- O primeiro lance agudo foi do Atlético, aos 7 min: Miller lançou em profundidade, Higor penetrou em velocidade, elo meio, livrou-se do marcador e acertou a trave de Yuri, já vencido.
- A resposta do rubro-negro aos 14’, após escanteio alçado da esquerda, o goleirão saiu mail e a cabeçada do zagueiro Diogo acertou o travessão de Patyêgo. - Aos 24’, outra boa chance do Leão, após bobeadas defensivas do Carcará. Pablo acertou bom chute frontal, já na grande área inimiga, Patyêgo tocou na bola, pelo alto, ela ia morrendo no gol mas o becão Dedé salvou em cima da linha fatal.
Aos 28’, aquela paradinha técnica pra os atletas tomarem água fresca e os técnicos ministraram orientações aos comandados. Aos 35’, o zagueiro Kauan sentiu o musculo posterior da coxa, foi substituído por Luiz Miguel, um meia-atacante. Edemilson foi recuado pra zaga. Aos 44’, o avante Maicon chegou a driblar o goleiro Ygor, ficou sem ângulo e errou o alvo, mas estava impedido.
Até por conta do calor e pelas precárias condições do campo, um primeiro tempo tecnicamente fraco, poucos lances de perigo, duas bolas na trave, uma de cada lado, apenas. A meninada da casa melhor, tomando as iniciativas, trocando mais passes. O Atlético usando chutões, esticando a bola pra velocidade dos atacantes. Morno, os goleiros trabalharam pouco.
Segundo tempo:
- O Leão voltou mais aceso, pondo ritmo mais intenso, na pressão, usando as bolas alçadas, chegando mais forte. Mas foi o Atlético que quase marcou, aos 12’, num chutaço de Higor, na frente da meia lua, para boa defesa por baixo de Yuri, espalmando. Aos 22’, Jemerson bateu falta da intermediária, com perigo, uma
bomba de canhota, assustando o goleirão.
- O tempo passava e o Leão era melhor, assediava. O Carcará marcava, suportando, apostando num contragolpe, mas a defensiva rubro-negra não oferecia espaços, chegando junto. Aos 35min, muitas substituições, nada de gol. A partida caiu muito de intensidade. O Atlético parecia satisfeito com o empate, o Vitória tentava e errava muito.
- Aos 45’, Pablo levantou escanteio, Edenilson cabeceou pra fora. Aquela pressão final do time da casa, a torcida cobrando. Sobrou vontade, faltou qualidade. O árbitro deu mais 6 minutos e nada aconteceu.
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Ficha Técnica
- O Vitória do treinador Rodrigo Chagas: Yuri, Paulo Roberto, Diogo (Inácio), Kauan (Luiz Miguel) e Jemerson (de volta, recuperado de séria lesão no tornozelo) /Savério; Edemilson, Zé Breno, Dudu Miraíma (Lorran) e Pablo (Sobral); Felipe Cardoso e Lawan.
- O Atlético ‘Carcará’ de Alagoinhas do técnico Agnaldo Liz: Patyêgo, Van, Dedé, Thawan e Anderson; Kaeffer, Everson, Diogo Crispim e Miller; Maicon e Higor (Rian Rocha). (Micael, Jefferson, Hernandes, P Vitor)
- No apito, Josué Reis Jr. sem maiores problemas, um jogo de compadres, sem canganchas, faltas normais de jogo.
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Na rodada 2, o Vitória encara Jacuipense, terça-feira, às 19h15. Na Arena Cajueiro, em Feira. O Campo de Riachão do Jacuípe ainda sem condições de uso.
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- Ainda no sábado, pela 1ª rodada, jogam Porto x Jacuipense, no começo da noite, em Porto Seguro.
- A rodada segue no domingo, com Bahia x Jequié, às 16h, na Fonte Nova; às 18h30, em Juazeiro, Juazeirense x Bahia de Feira; fechando a rodada, 21h30, o Barcelona de Ilheus recebe o Galícia (os galegos da capital de volta à primeira divisão).
- Pra manter a péssima escrita, algumas equipes começam a jornada sem mando de campo, os ‘estádios’ municipais ainda sem condições (gramados ruins, péssimas instalações, iluminação precária...). E o gramado do Barradão? Horrível, bichado. Deu praga no relvado, em tratamento. A direção do clube até pensou em jogar as primeiras em Pituaçu, mas... o estádio também não foi liberado, ainda ‘em reformas’, semcondições. Decadente, pobre campeonato baiano.
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Pela Copinha São Paulo, Bahia e Vitória estão classificados para a segunda fase, de jogos eliminatórios. O Bahia classificou-se como líder do grupo (dois triunfos de goleada e um empate), e o Vitória em segundo lugar de seu grupo (um triunfo, um empate e uma derrota). Segunda-feira saberemos os confrontos.