Por Raphael Carneiro
Sete jogos. Oito gols. Maycon Vinícius Ferreira da Cruz chegou ao Vitória na primeira quinzena de fevereiro e teve de conviver com a desconfiança da torcida nos primeiros dias. Mas, bastou entrar em campo para Nikão provar que foi a melhor contratação da diretoria rubro-negra neste ano.
Logo em sua apresentação, quando disse ter um futebol parecido com o de Paulo Henrique Ganso, muitos fizeram deboche. Ele está longe de ser um fenômeno, mas já não precisa provar mais nada a ninguém.
Aos 19 anos, Nikão dribla os adversários dentro de campo da mesma forma que driblou as adversidades da vida. Órfão de pai e mãe e com irmão preso por tráfico de droga, o meia superou tudo isso.
Nikão tem encantando os torcedores rubro-negros. Ele é um dos poucos diferenciados neste fraco Campeonato Baiano. Leve, além de ser o artilheiro do Vitória e vice-artilheiro do Estadual, tem se mostrado também um garçom de primeira.
A diretoria faz certo em antecipar as conversações por uma prolongação do contrato. Na Toca do Leão ele ganhou a confiança que precisava e conta com um esquema que beneficia seu futebol. Nikão é, hoje, a alegria do Vitória dentro de campo.
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