Economia

DOM FRANQUITO DEVE TER SIDO O ÚLTIMO CLIENTE DA TABERNA EL PAPELÓN

Rede de restaurantes sofreu com a pandemia Covid e quebrou, hoje, com divida milionária
DOM FRANQUITO , SEVILLA | 29/08/2026 às 08:36
Papelón de quesos, que papelon
Foto:
 Costumo, às vezes, me chamar do "Rei do Fora" (perdoável) tentas frias entro e saio numa boa. Faz parte da vida essa pegadinhas que passamos, em momentos, e até dá pra curtir comigo mesmo. Assim, um desses episódios pitorescos aconteceu em Sevilha, na Taberna El Papelón, na Avenida da Constituição, onde estive logo após a visita da catedral. O calor estava muito forte e saimos yo e la madame Bião de Jesus para bebermos algo, uma cerveja, água, refrigerante o que matasse a sede. Foi quando deparei-me à frente do El Papelón, lembrei-me do antigo Porto Moreira, em Salvador, e entramos.
  
 Senti que o bar e restruante pelo tamanho, pelo local tão estratégico era pra ter um maior movimento de pessoas, mas, paciência, a vida como ela é. La madame Bião solicitou uma Cruzcampo, a famosa (e boa) cerveja sevilhana fundada em 1904 (só vim seber desse detalhe depois) e foi servida como recomenda o figurino. Pronto, la madame se apaixonou logo pela El Papelón, e solicitamos uma tábua de queijos, claro, que, na realidade, é um papelão com queijos, de menor qualidade.

  Só depois, quando decidi escrever essa crônica foi que li uma matéria de Eelena Martos, do ABC, que a "rede de tabernas El Papelón declarará insolvência após acumular um prejuízo de 1,37 milhão de euros. A empresa, fundada pelo empresário sevilhano Rafael Ruiz — criador da rede Café de Indias —, mantinha quatro estabelecimentos em Sevilha que operavam de forma independente do seu negócio de franquias. Três dessas unidades encerrarão as atividades devido ao término de dois contratos de locação. Atualmente, apenas uma permanece aberta — a da Avenida de la Constitución —, enquanto as outras duas seguirão o mesmo caminho devido à insolvência".

SEgundo Martos, "a empresa apresentou um pedido voluntário de recuperação judicial, e a administração do processo foi atribuída ao escritório de advocacia Maio Martínez Escribano, conforme consta na decisão de 3 de julho da Terceira Seção do Tribunal Comercial de Sevilha, obtida pelo jornal ABC. Os outros estabelecimentos que encerrarão as atividades estão localizados na Rua Reyes Católicos e na Avenida Menéndez Pelayo, em Sevilha. Outro estabelecimento comercial, situado em um shopping center em Gines, também fechará as portas".

  Fiquei triste com essa noticia, pois, claro antes de saber dessa noticia, fomos duas vezes a El Papelón de Avenida Constituição pois voltamos a esta via em direção ao Rio Guadalquivir. E, adoramos, mais uma vez o atendimento, o charme do local, a decoração, e atendimento, tudo num clima da maior cordialidade.

 Após essa reestruturação, a empresa mantém em seu quadro de funcionários um total de 19 trabalhadores, cujos contratos serão encerrados após a decretação da falência, para evitar o aumento da dívida. O pedido de falência argumenta que "manter as relações trabalhistas vigentes apenas atrasaria uma extinção inevitável, além de aumentar os créditos trabalhistas contra a massa falida, sem que houvesse uma expectativa razoável de quitá-los regularmente". Diante disso, solicita-se "a rescisão dos contratos de trabalho o mais breve possível".

Rafael Ruiz fundou as tabernas El Papelón em 2012, após uma experiência bem-sucedida com a franquia Café de Indias — que chegou a contar com mais de cinquenta unidades e acabou sendo vendida para a rede especializada em sanduíches Rodilla. Posteriormente, ele diferenciou o negócio entre unidades de gestão própria e franquias, sendo que as primeiras acabaram entrando em processo de falência.

Antes da pandemia, a empresa chegou a ter doze unidades: oito em Sevilha, três em Madri (nos bairros de Atocha, Chamartín e Moncloa) e uma no centro de Alicante, além de outras marcas como Barajas 20, Yowoor e Confundamento Abacedía. Paralelamente, o empresário foi ampliando o número de unidades próprias, distribuídas entre a capital e grandes centros comerciais da região de Aljarafe. O faturamento ultrapassava dez milhões de euros, e as perspectivas de crescimento eram expressivas. No entanto, a crise da Covid-19 teve um forte impacto na atividade devido ao longo período de fechamento e às restrições de capacidade subsequentes, que só foram suspensas mais de um ano depois.

Vamos continuar com a periodista Elena Martos do ABC:- Após essa reestruturação, a empresa mantém em seu quadro de funcionários um total de 19 trabalhadores, cujos contratos serão encerrados após a decretação da falência, para evitar o aumento da dívida. O pedido de falência argumenta que "manter as relações trabalhistas vigentes apenas atrasaria uma extinção inevitável, além de aumentar os créditos trabalhistas contra a massa falida, sem que houvesse uma expectativa razoável de quitá-los regularmente". Diante disso, solicita-se "a rescisão dos contratos de trabalho o mais breve possível".

Rafael Ruiz fundou as tabernas El Papelón em 2012, após uma experiência bem-sucedida com a franquia Café de Indias — que chegou a contar com mais de cinquenta unidades e acabou sendo vendida para a rede especializada em sanduíches Rodilla. Posteriormente, ele diferenciou o negócio entre unidades de gestão própria e franquias, sendo que as primeiras acabaram entrando em processo de falência.

Antes da pandemia, a empresa chegou a ter doze unidades: oito em Sevilha, três em Madri (nos bairros de Atocha, Chamartín e Moncloa) e uma no centro de Alicante, além de outras marcas como Barajas 20, Yowoor e Confundamento Abacedía. Paralelamente, o empresário foi ampliando o número de unidades próprias, distribuídas entre a capital e grandes centros comerciais da região de Aljarafe. O faturamento ultrapassava dez milhões de euros, e as perspectivas de crescimento eram expressivas. No entanto, a crise da Covid-19 teve um forte impacto na atividade devido ao longo período de fechamento e às restrições de capacidade subsequentes, que só foram suspensas mais de um ano depois.

  Fiquei muito sentido com tudo isso. Para minha sorte ou desdita tiver a chance de conhecer El Papelón de Sivilha da Avenida da Constituição.
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Taberna ElPapelón 
Av da Constituição, 34
Jarra Cruzcampo 5.1 euros
Papelón de quesos5 euros
Classificação 2 DONS