Esta prevista para esta semana uma reunião com prestadores de serviços na área de saúde para uma avaliação dos problemas do setor. Também vai agendar um encontro entre as entidades representadas pelo GAC e o governo municipal. O prefeito quer ainda uma visita a Itabuna do secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, para que seja discutida uma solução para o problema.
O prefeito relatou ao GAC que desde quando foi eleito vem acompanhando a discussão sobre a saúde em Itabuna. "O estranho é que o processo da desabilitação tenha ocorrido durante o período eleitoral", destacou. Ele lamentou o "lobby" para a desabilitação de Itabuna da gestão plena da saúde e disse que só pretende retomar o controle do sistema com informações reais, que mostrem a demanda de serviços da população itabunense e da região, porque os custos finais do atendimento oneravam a prefeitura de Itabuna.
Ao considerar que o Estado não está conseguindo atender aos serviços e agora quem reclama são os prestadores de serviço que estão sofrendo na pele, com o atraso no seu pagamento, o secretário Antônio Vieira informou ainda, que a Secretaria Municipal de Saúde foi encontrada com 1.641 funcionários em dezembro e uma folha de R$ 2 milhões, com dois meses de salários em atraso.
O município também banca, segundo ele, os custos dos serviços conveniados como o Samu, da ordem de R$ 200 mil por mês mas recebe apenas R$ 70 mil do governo, o que representa apenas 30% dos custos, onerando ainda mais à Prefeitura Municipal."
Hospital de Base
A reunião foi aberta pelo presidente do GAC, Oduvaldo Carvalho , informando que desde 7 de novembro do ano passado, com a desabilitação da gestão plena os repasses aos prestadores de serviços de saúde estão em atraso. Ele considerou a gestão plena uma conquista que foi perdida e que o estado retomou mas, sem melhorar em nada a qualidade dos serviços.
Diretores e médicos do Hospital de Base presentes na reunião relataram que os repasses estão atrasados e que as demandas de serviços para os prestadores de serviços estão suspensas há três meses. Também chamaram atenção para o fato de que o Pronto Socorro do Hospital São Lucas foi fechado e que o atendimento de saúde nos municípios vizinhos está interrompido com a instalação dos novos governos municipais. Sem médicos nos municípios e sem outros hospitais públicos atendendo, o Pronto Socorro do Hospital de Base está sobrecarregado.