"É normal que o BNDES capte recursos do Banco Mundial e do BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento]. É uma maneira mais ágil de conseguir os recursos. O Banco Mundial empresta para a União e a União repassa para o BNDES", informou Mantega a jornalistas.
Para viabilizar a operação, disse o ministro, está sendo editada nesta sexta-feira (21) uma Medida Provisória pelo governo federal, que também autorizará, entre outros assuntos, o perdão de dívidas de até R$ 10 mil que tenham mais de cinco anos.
"Ela [a operação de empréstimo do Bird ao governo, que vai repassar os recursos ao BNDES] estava em negociação e, com essa MP, ela fica autorizada a ser realizada. O recurso ainda não chegou ao Brasil. Quando ele vier, vamos repassar ao BNDES", disse o ministro da Fazenda.
Segundo Mantega, a taxa de juros do empréstimo do Bird ao governo, para o BNDES, será de libor (juros ingleses) mais 1% ao ano. "É uma taxa de juros bastante baixa. E o BNDES repassa para empresas, principalmente para atividades ligadas à exportação, que também são emprestadas com libor mais alguma coisa. É um funding importante para o BNDES", acrescentou ele.