Direito

JUSTIÇA SUSPENDE ELEIÇÕES DO SINDIMED PREVISTAS PARA 14 E 15 DE ABRIL

Segundo o médico Tiago Almeida, que representa a Chapa 2 - Renova Sindimed, grupo de oposição à atual diretoria do Sindimed-BA, "a decisão aponta que o processo eleitoral é marcado por reiteradas manobras"
Tasso Franco ,  Salvador | 07/04/2026 às 21:25
SINDIMED
Foto: DIV

Após sucessivas denúncias de possiveis irregularidades no processo eleitoral do Sindicato dos Médicos da Bahia, a Justiça do Trabalho determinou, nesta terça-feira (7), a suspensão imediata das eleições previstas para os dias 14 e 15 de abril. A decisão foi proferida pela 17ª Vara do Trabalho de Salvador, e interrompe quaisquer atos de votação, apuração, proclamação de resultado e posse.

Segundo o médico Tiago Almeida, que representa a Chapa 2 - Renova Sindimed, grupo de oposição à atual diretoria do Sindimed-BA, "a decisão aponta que o processo eleitoral é marcado por reiteradas manobras da atual gestão na tentativa de manipular a democracia interna, a transparência e, principalmente, a vontade dos médicos”.

Entre os problemas apontados estão a inclusão de pessoas que não são médicas na lista de votação, inclusive advogados ligados ao sindicato, o uso de registros de médicos falecidos e a exclusão de centenas de profissionais aptos a votar, sem critério transparente. A comissão eleitoral também é questionada por atuar, segundo a oposição, como extensão da atual diretoria.

As contestações não param aí. A chapa afirma ainda que o regimento eleitoral foi montado de forma antidemocrática, restringindo a livre manifestação dos médicos, e que houve tentativa de impugnar a oposição mesmo após inscrição regular. Para a chapa, o conjunto desses fatos revela uma tentativa de controlar o processo eleitoral e impedir que a categoria se manifeste livremente.

Para Almeida, “o que os médicos esperam são eleições limpas e transparentes, capazes de resgatar a credibilidade de uma instituição que já foi protagonista nas lutas da categoria e que hoje enfrenta escândalos e uma profunda crise de confiança, justamente em um momento de intensa precarização da medicina”, finalizou.