Cultura

P55 CELEBRA 10 ANOS NA FLIPELÔ E LANÇA LIVRO SOBRE MERCADO EDITORIAL

Editora integra a Casa das Editoras Baianas, no Solar Ferrão, com mesas de debate, participação de autores e a produção que a torna uma das mais importantes do mercado editorial independente do estado
Da Redação , Salvador | 07/08/2026 às 17:35
P55
Foto: Izabella Baldoíno | Divulgaç

A Flipelô (Festa Literária Internacional do Pelourinho) chegou à 10ª edição prestando homenagem à sua idealizadora, a poeta baiana Myriam Fraga (1937-2016), que dirigiu a Fundação Casa de Jorge Amado entre 1986 e 2016. A P55 Edição se une a essa celebração, marcando presença intensa no evento com uma agenda que reúne debates, lançamentos e encontros com autores até o encerramento, no domingo (09/08).
 
A editora integra a Casa das Editoras Baianas, espaço oficial da Flipelô que reúne onze editoras independentes do estado na galeria do Solar Ferrão, no coração do Pelourinho, entre os dias 6 e 9 de agosto. Ali, o público pode acompanhar de perto o trabalho de quem produz literatura na Bahia, folhear o catálogo da P55 e conversar com autores da casa.
 
Programação robusta para todos os públicos
 
A programação da P55 na Flipelô reúne um lançamento e duas mesas de debate. Na quinta-feira (06/08), às 15h, a editora recebeu a mesa “Jornalismo entre cartas e crônicas”, que reuniu as autoras Adriana Oliveira e Joana Rizério, com mediação de André Portugal, um dos diretores da empresa.
 
“A parte que eu acho mais especial é justamente o contato com o leitor. No meu caso, eu tenho quatro livros, e cada um deles teve algo especial nessa relação. O primeiro foi muito pessoal, muito de família, foi o meu livro sem editora. O segundo veio quase como uma terapia, me ajudou a resolver questões pessoais. E os seguintes também trazem essa marca. Você estabelece mesmo um contato, uma comunicação, e não tem hierarquia: quem manda é o leitor. Eu costumo dizer que escrevo para agradar o leitor, para que ele goste e chegue até o final da página. É uma relação que começa desde o momento em que estou escrevendo. A P55 é uma editora maravilhosa e eu quero fazer muitos outros livros com eles”, conta Joana Rizério.
 
“Foi uma tarde bacana, um bate-papo muito bom, e claro, sempre enriquece quando a gente tem essa troca de experiências, como foi com a Joana Rizério e com a mediação de André Portugal, da P55, que sempre está colada com a gente. Já temos outros dois projetos em andamento, e a gente aprende muito. Enriquece um evento como a Flipelô, só soma e deixa a gente com vontade de escrever mais, mais e mais”, avalia Adriana Oliveira.
 
Já no sábado (08/08), às 11h, André Portugal representa a editora na mesa coletiva “Concentração do mercado editorial brasileiro: inclusão e exclusão”, ao lado de Ivan de Almeida, da Cogito Editora, e Gustavo Felicíssimo, da Editora Mondrongo. O encontro também acontece na Casa das Editoras Baianas, no Solar Ferrão.
 
“Estar na Casa das Editoras Baianas, ao lado de outras editoras independentes, é reafirmar que a Bahia tem um mercado editorial vivo e plural. Discutir concentração, inclusão e exclusão nesse mercado é essencial para quem, como a P55, aposta em vozes que nem sempre encontram espaço nos grandes catálogos”, afirma André Portugal, da P55.
 
Lançamento de Onde Salvador floresce
 
O ponto alto da participação da editora é o lançamento de Onde Salvador floresce, organizado por Deco Lipe e Anderson Shon, no domingo (09/08), às 15h, na Vila Literária. A obra reúne 18 artistas e seus olhares sobre Salvador.
 
“A beleza desse livro é que ele não nasce refém de um olhar turístico para a cidade de Salvador. Pelo contrário, aqui não é a Salvador da publicidade. É a Salvador comum e ortodoxa que surge a partir ali da ranhura do asfalto, do ladrilho deslocado, do cidadão comum, da cidadã comum e de suas vozes altas pelas ruas soteropolitanas e da semente que é deixada a cada passo dessas pessoas que compõem o nosso lar”, afirma Anderson Shon, organizador do livro.
 
“Reunir 18 pessoas, pensar nesse livro, é florescer o amor pela nossa cidade. A gente tem pessoas de diversos bairros, de diversos lugares, mostrando a pluralidade na escrita, no traço, no afeto, em como ama e se relaciona com a cidade de alguma maneira”, completa Deco Lipe, coorganizador da obra.
 
Além dos autores de Onde Salvador floresce, a Flipelô também recebe outros nomes do catálogo da P55, como Állex Leila, Mariana Paiva, Matheus Peleteiro, Paloma Jorge Amado e Victor Mascarenhas. Ao todo, mais de 40 livros da editora estarão disponíveis para o público conhecer na Casa das Editoras Baianas, entre eles os lançamentos mais recentes do catálogo: Vista de um ponto, de Rodrigo Acioly; Jardim sobre mesa de vidro, de Heloísa Prazeres; Ponteio com tercetos sensoriais, de Florisvaldo Mattos; No final, tudo dá certo, de Bernard Attal; e O fim da conversa, de Matheus Peleteiro.
 
“A Flipelô é, antes de tudo, um encontro. Levar nossos autores e nossos lançamentos para o Solar Ferrão é continuar um trabalho que a P55 faz há anos: dar espaço para a literatura baiana ser lida, discutida e celebrada por quem vive e visita o Pelourinho”, diz Marcelo Portugal, da P55.
 
 
Serviço
P55 na Flipelô 2026 
Local: Casa das Editoras Baianas, na Galeria do Solar Ferrão, Pelourinho, Salvador (BA)
Datas: Até o dia 9 de agosto de 2026
Horário: 7 e 8, das 10h às 21h | dia 9, das 10h às 19h
Entrada gratuita
Instagram: @p55edicao
Programação completa: https://flipelo.com.br/programacao-2026/