Cultura

COMO SALVADOR PERDEU A CHANCE DE TER UM MUSEU GUGGENHEIM pTASSO FRANCO

Imbassahy não conseguiu viabilizar os recursos para o Guggenheim Salvador
Tasso Franco , da redação em Salvador | 25/07/2026 às 06:08
Museu GuggenheimBilbao
Foto: OG
   Já mostramos aqui neste site como o Museu Guggenheim transformou a cidade de Bilbao, no País Basco, Espanha, de um centro degradado industrial urbano a beira do Rio Nervion para uma economia dinâmica em turismo e cultura. 

   Também falamos que o projeto dessa transformação foi mais amplo e envolveu metrô, aeroporto moderno, hotelaria, saneamento, urbanismo, etc. Isso aconteceu na década de 1990 e o museu foi inaugurado em 1997, justo quando Antonio Imbassahy assumiu a Prefeitura e iniciou o projeto do Metrô de Salvador que o PT, naquela época, foi contra.

   Anos depois, eu era secretário de Comunicação da Prefeiura (1997-2004) o presidente da Fundação Gregório de Matos, na época Francisco Senna, contactou a Fundação Salomon Guggenheim para verificar a possibilidade de se instalar um Guggenheim em Salvador. Eu já conhecia o Guggenheim de New York desde 2009 e já se falava mo inicio da década de 2000 da transformação de Bilbao. 

   Eis que, Francisco Senna conseguiu (não sei dizer detalhes de como isso aconteceu e só o próprio Senna pode falar melhor do que eu) trazer a Salvador Frank Gehry o arquiteto canadense-norte americano que projetou o Bilbao Guggenheim. F

   omos a um encontro com Gehry (eu, Imbassahy e Senna) no antigo Restaurante Trapiche Adelaide e Senna e Gehry já tinham andando pela cidade do Salvador e ele preliminarmente escolheu o platô ao lado da Praça Castro Alves (subindo a ladeira da Montanha a direita, área hoje também de um estacionamento) e Gehry esboçou uns traços num guardanapo do Trapiche Adelaide o que seria o Guggenheim Salvador.
   
    Claro que todos ficamos entusiasmados especialamente Imbassahy que era o prefeito e ficou de viabilizar os recursos para realizar o projeto que não existia, porém, Gehry deu uma ideia de quanto custaria (creio) com base no projeto Bilbao.

   O certo foi que o tempo se passou e Imbassahy não conseguiu viabilizar os recursos para o projeto. A Prefeitura enviou dois secretários para conhecer o Bilbao Guggenheim (salvo engano Sérgio Passarinho e Jorge Freire) que voltaram entusiasmados, mas, o projeto (nem o preliminar) foi executado.

   Assim Salvador prerdeu de ter o seu Guggenheim e Imbassahy a chance de ser considerado um dos prdfeitos (ou o prefeito) mais importante da história moderna da cidade. Bilbao avançou e Salvador não avançou.

   O Projeto do Metrô da capital baiana sofreu todo tipo de boicote do PT desde o governo Lula (eleito em 2002) que travou recursos do metrô aos petistas locais (especialmente Nelson Pelegrino, que era lider do governo na Câmara) e foi adversário (derrotado) nas eleiçoes municipais de 1996 e 2000 contra Imbassahy. 

   ACM Neto então prefeito cometeu o erro político de passar o Metrô para o governo do estado em acordo com o então governador Jaques Wagner e o metrô avançou e o PT carimbou como sendo seu, quando não era (nem é) porque começou com Imbassahy e João Henrique com todos os seus problemas avançou exatamente no momento em que compôs com o PT.

   O Aeroporto LEM deu um up-grade com a Vinci (multinacional francesa) que tenta implantar um sistema de embarque e desembarque contemporâneo e a CMS se mostra disposta a ser contra. Ou seja, Salvador, sempre procura o caminho do atraso.

   O urabismo de Bilbao avaçou bastante com ruas largas, a margem do Rio Nervion com calçadas sem carros e muitos euipamentos para as pessoas, o centro histórico foi reformado ou melhor restaurado. Até a década de 1980 quando o rio Nervion subia inundava e hoje não inunda mais. Todo um projeto de drenagem, etc, foi implemtnado.

   Há ordenamento no chamado casco viejo. Os bares e restaurantes na maioria das ruas só funciona até as 23 h máximo 23h30min e quem quiser diversão adicional que procure locais especificos, danceterias, boites e clubes de jazz e outros.

   Salavador não consegue ordenamento de nada. Tudo funciona na base da esculhambação e seja o que Deus quiser. Então, não pode dar certo.

   No momento, Bilbo promove um Festival de Blues (músicas preferidas daqui são rock e blues) e se encerra 23h. Não passa desse horário. Há um respeito para quem vai trabalhar no outro dia, quem mora por perto e não quer ouvir zoadas e assim por diante.

   Então, isso tudo em Bilbao, se chama de Efeito Guggenheim ou consequência do Guggenheim. A cidade recebe 6 milhões de turistas para ver um museu (a arquitetura e as obras de arte) e isso puxou a fila requalificando outros museus e criando outras alternativas de lazer, centro de compras comericias, etc. 

   A cidade tem 350 mil habitantes e 2.046 bares e restaurantes. É o efeito museu uma vez que recebe por mês quase 500 mil vistantes.

   Depois de Imbassahy vieram João Henrique (8 anos), ACM Neto (+ 8 anos) e agora Bruno Reis (8 anos) no total dos 4 prefeitos 32 anos e a cidade continua sem seu grande projeto de Cultura. 

   Outro exemplo vem do Egito, do Cairo, que inaugurou recentemente (2025) o Grande Museu do Egito inaugurado e já programei uma viagem conhecê-lo. Como eu, milhões de pessoas no planeta. 

   Aguardo o de Salvador. Não sei se vai dar tempo. Mas, aguardo. E a cidade agradeceria muito e poderia se transformar em internacional. (TF)