O BahiaJá vai mostrar o Museu Guggenheim em várias matérias ao longo da semana
Tasso Franco , Bilbao |
24/07/2026 às 05:14
O BAHIAJÁ no Bilbao Guggenheim
Foto: OG
Definir o significado da arquiteutra do Museu Guggenheim de Bilbao trata-se de um exercicio para a mente. É provavel que alguém ache que seja um molusco, outros; uma aranha metálica, algo sobrenatural que não há similar no planeta, enfim, cada pessoa que seja um normal ou um arquiteto ou urbanista tem sua opinião. Eu o vi como um caracol observando-o do outro lado do Rio Nervion e mais de perto como um gurreiro medieval com lança com punho, um bicho do outro mundo, um barco do além.
O certo é que ninguém fica insensível ao observar o Guggenheim Bilbao, tanto de perto; quanto de longo; na outra margem do Nervion ou ao atravessar a ponte e se chocar com o monumneto e sentir a grandeza de um projeto que transformou a vida de uma cidade, pólo industrial do Norte da Espanha num centro de cultura e turismo. Na atualidade, Bilbao recebe 6 milhões de turistas graças ao Guggenheim.
Claro que a cidade se preparou para esse impacto com um projeto urbanistico mais completo implantado na década de 1990, o metrô projeto do arquiteto inglês Norman Foster; o aeroporto projeto de Santiago Calatrava do Museu do Amanhã, Rio; e a transformação urbana da cidade (década de 1990) cooperação entre o setor público e privado, destacando-se a sociedade Bilbao Ría 2000, a associação Bilbao Metrópoli-30 e a Prefeitura de Bilbau.
Órgãos de Coordenação e Planeamento Bilbao Ría 2000 que recuperou as zonas industriais abandonadas ao longo do rio, unindo o governo central de Espanha e as administrações bascas. Bilbao Metrópoli-30: Fundada em 1991 como uma associação estratégica para desenhar o plano de reerguimento da cidade. Plano Geral de Ordenação Urbana (PGOU): Aprovado em 1994, serviu de guia para mudar o uso dos antigos terrenos fabris.
Esse conjunto de obras deu cara nova a Bilbao e o Guggenheim o cartão postal internacional. Quando inaugurado, em 1997, o museu recebeu 1 mihão de visitantes ano. Hoje, Bilbao é sexto destino da Espanha, com 6 milhões de turistas anos. Isso significa dizer que museu é visitado app 500.000 pessoas mês, uma vez que todo mundo que vai a Bilbao visita o museu. Ou noutras palavras: visitar Bilbao é obrigatoriamente conhecer o museu. Por enquanto falo apenas do projeto e das transformações na cidade. Depois faremos mais matérias na parte interna.
DADOS GERAIS WIKIPEDIA
O Museu Guggenheim Bilbao (em basco: Guggenheim Bilbao Museoa) é um museu de arte contemporânea projetado pelo arquiteto canadense Frank O. Gehr. É um dos museus afiliados à Fundação Solomon R. Guggenheim por meio de um acordo de franquia ou colaboração. Foi inaugurado em 18 de outubro de 1997 pelo rei Juan Carlos I da Espanha.
As negociações sobre a construção do museu entre as autoridades públicas da comunidade autônoma do País Basco e executivos da Fundação Guggenheim começaram em fevereiro de 1991. O acordo foi assinado no final daquele ano, com a escolha do arquiteto e do local da edificação ocorrendo em meados de 1992.
Desde a sua abertura em 1997, o museu recebeu, em média, mais de um milhão de visitantes por ano, gerando um impacto extraordinário na economia e na sociedade bascas; ele impulsionou o turismo regional, promoveu a revitalização de diversos espaços públicos e privados na cidade e melhorou a imagem do município. Todo esse fenômeno — denominado pela mídia como "efeito Guggenheim" ou "efeito Bilbao"[4] — destacou a importância do turismo cultural e desencadeou uma tendência de emulação em outros países, com resultados variados.
O "Efeito Guggenheim" ou "Efeito Bilbao" pode ser descrito como uma mudança notável na mentalidade de uma cidade industrial como Bilbao, provocada pela construção do museu — um projeto que fomentou um nível de hospitalidade e abertura até então inédito na cidade. A missão do museu incluía também revitalizar a imagem da cidade, transformando Bilbao em um polo de interesse cultural para todo o país e para o exterior.
Isso impulsionou a disseminação global de imagens digitais da edificação singular do Guggenheim Bilbao. A enorme atenção midiática gerada pela estrutura única de Frank Gehry — somada à consequente avalanche de cobertura jornalística e imagens — reposicionou Bilbao no cenário global.
A característica mais marcante do museu é sua edificação inovadora, definida por formas curvilíneas e sinuosas revestidas de calcário, fachadas de vidro e painéis de titânio. O museu possui uma área total de 24.000 m², sendo 10.540 m² dedicados a exposições distribuídas por 19 galerias, o que o torna o museu com o maior espaço expositivo da Espanha.
Situado às margens do Estuário de Bilbao, no bairro de Abandoibarra, junto à Ponte La Salve, que é circundada por uma torre oca.
Projetado pelo escritório de arquitetura de Frank Gehry, o edifício foi inaugurado em 1997 e abriga exposições de arte com obras da Fundação Guggenheim, bem como mostras itinerantes. A construção rapidamente se consolidou como um dos exemplos mais espetaculares da arquitetura desconstrutivista. Tanto o projeto quanto a construção do museu refletem o estilo e os métodos característicos de Frank Gehry.
Assim como em muitas de suas obras anteriores, a estrutura principal é radicalmente esculpida, seguindo contornos quase orgânicos. O museu afirma não possuir uma única superfície plana em toda a sua estrutura. Uma passarela elevada atravessa parte do edifício, e o exterior é revestido com painéis de titânio e um tipo específico de calcário — de difícil obtenção (finalmente encontrado em Huéscar, Granada) e escolhido por sua tonalidade, que harmoniza com a pedra utilizada na construção da Universidade de Deusto.
Visto do rio, o edifício lembra um navio, prestando homenagem à cidade portuária onde está situado. Seus painéis cintilantes assemelham-se a escamas de peixe, ecoando as formas orgânicas que influenciam grande parte da obra de Gehry. Visto de cima, no entanto, o edifício assume a forma de uma flor. Para desenvolver o projeto, a equipe de Gehry utilizou extensivamente simulações computacionais na modelagem dos sistemas de suporte estrutural, alcançando formas que teriam sido impossíveis de concretizar apenas algumas décadas antes.
Embora o museu domine a paisagem urbana da região quando visto do rio, sua aparência a partir do nível da rua — na parte mais alta — é muito mais discreta, permitindo que ele se integre harmoniosamente às construções tradicionais do entorno.
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