Liliana Peixinho é jornalista
Liliana Peixinho , Salvador |
23/07/2026 às 07:38
Luis Alberto Dantas Barbosa- sessão de autógrafos no IFBA
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Depois da poesia, o romance. Assim, o professor e escritor Luís Alberto Dantas Barbosa escolheu ampliar sua trajetória literária. Diferentemente da poesia, o romance é um gênero em que a prosa se desenvolve por meio de narrativas líricas, épicas e dramáticas, construídas em histórias longas, com personagens complexos e enredos que podem atravessar anos, décadas e diferentes lugares.
Com um olhar psicológico, o autor aprofunda a vida interior de seus personagens. No romance, o escritor tem a liberdade de explorar conflitos, desenvolver subtramas e construir uma linguagem capaz de seduzir o leitor, conduzindo-o por detalhes, suspense e emoção.
O romance como estilo
Grandes autores brasileiros, como Machado de Assis, em Dom Casmurro; Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas; e o baiano Jorge Amado, nascido em Itabuna e autor de clássicos como Tieta do Agreste, Mar Morto, Capitães da Areia e Terras do Sem-Fim, conquistaram leitores em todo o mundo por meio do romance. Muitos escritores atravessam diferentes fases literárias, ora privilegiando um olhar mais intimista, ora abordando questões sociais, sem deixar de lado o lirismo, o humor, a sensibilidade e a emoção.
O Menino que Falava com o Vento
Baiano, criado na cidade de Senhor do Bonfim, Luís Alberto Dantas Barbosa apresenta, em seu mais recente livro, O Menino que Falava com o Vento, a história de um homem que, depois de passar mais de vinte anos longe da cidade onde cresceu, retorna à Terra do Bom Fim decidido a recuperar a antiga casa da infância.
Romance de memória
Na complexidade narrativa do romance, o que parecia ser apenas um reencontro com um lugar transforma-se em uma viagem muito mais profunda: a redescoberta de si mesmo. Entre ruas que guardam memórias, a sombra de uma velha mangueira e o vento que parece conhecer toda a sua história, o protagonista reencontra o grande amor de sua juventude.
Nesse ambiente de descobertas, a história acompanha as mudanças ocorridas ao longo do tempo, enquanto os personagens precisam descobrir se é possível construir um novo amor sem tentar reviver o passado, revela o autor.
Ao longo de suas 236 páginas, antigas cartas são abertas e segredos esquecidos vêm à luz. O autor conduz o leitor por um verdadeiro labirinto de memórias, onde percebe que algumas verdades nunca desaparecem; apenas esperam o momento certo para serem reveladas. E compreende que voltar não significa recuperar o que foi perdido, mas encontrar coragem para habitar plenamente o presente.
Personagens sensíveis e humanos
"Sensível e profundamente humano, O Menino que Falava com o Vento é um romance sobre memória, pertencimento, reencontros e segundas oportunidades.
Uma história que nos lembra que o tempo transforma as pessoas, mas que certos afetos permanecem vivos, esperando apenas que estejamos prontos para escutá-los, como o vento que nunca deixou de soprar", afirma o escritor Luís Alberto Dantas Barbosa.
**** Liliana Peixinho-Jornalista, ativista humanitária, pesquisadora independente.
Especialização em Jornalismo Científico, Cultura e Ambiente. Comunicação e Novas Tecnologias. Mídia, Meio Ambiente e Responsabilidade Social. MBA em Hotelaria e Turismo Sustentável.
Fundadora de mídias independentes: Movimento AMA- Amigos do Ambiente, Mídia Orgânica, REAJA, Catadora de Sonhos, Cuidar de quem cuidou, RAMA- Rede de Articulação e Mobilização Ambiental, O outro no eu. Membro da equipe fundadora da Academia de Letras de Senhor do Bonfim - anos 90.