No dia de Santo Antônio a seleção brasileira – como se diz no popular – jogou pedra no santo e foi dominada por uns meninos de 18 anos colocando os “véi” na roda. O técnico Carlo, contratado a peso de ouro, cauteloso ao excesso manteve o time de Tite, da Copa de 2022, quase integral com Casemiro, Paquetá, Alisson, Raphinha e outros. E o técnico do Morroco botou a meninada estilo Pelé, de 1958, e não deixou o Brasil jogar de maneira articulada. Se o torcedor já não tinha fé no hexa, depois do jogo contra os africanos o que restava da fé foi para o espaço sideral.
O técnico do time da Barão de Cotegipe, na Serrinha, que estreou no jogo contra o bairro da Caseb o ponta direita Galeguinho do Subaé, o qual além de cantar versos sobre os 150 anos de emancipação da Serra, marcou 3 gols, ligou para o Lubi – o lobisomem mais famoso da Bahia – que assistia o jogo Brazil x Morroco no Bitanes Club, para saber o que o artilheiro achou do jogo.
O Lubi desconversou e disse que sua neta achou o goleiro Alisson um gato e Cutia – a essa altura saboreando uma moqueca de peixe, ele que é excelente gourmet, retrucou e disse que queria saber era do jogo da bola, da técnica, dos passes, dos gols.
O Lubi então respondeu aproveitando a deixa do gato Alisson que o “mister” – apelido de Carlo dado pela imprensa brasileira – agiu como “gato escaldado que tem medo de água fria”. Isto é, colocou um time conservador com futebol do tempo de Dunga, atletas robustos, fortíssimos, parecendo até que ia para um torneio de halterofilismo.
O Lubi, que é conselheiro “ad hoc” do Vitória, lembrou que o “mister” poderia ter levado Lucas Arcanjo para defender nossa meta e Matheuzinho, que, como o nome diz, é pequenino, porém, joga mais do que os grandalhões convocados.
Cutia achou que o Lubi estava certo e também lembrou que Juba e Pulga, ambos do Bahêa, são melhores do que alguns que viu tentar jogar.