Antonio Risério é considerado um dos maiores escritores brasileiros da atualidade
Tasso Franco , Salvador |
13/05/2026 às 19:34
Antonio Risério em noite de autógrafos
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O antropólogo Antonio Risério autografou nesta quarta-feira no Cozinha Lilás, na Pituba, Salvador, seus novos livros "Quartzo Crescente" - vol 1; e "Adeus Identitarismo" em noite com amigos, escritores baianos, jornalistas e também os convidados apreciando os sabores do Cozinha Lilás, antigo Espagheti Lilás.
Segundo Getúlio Soares o promoter do evento, livreiro de longo curso, esse é um modelo bem agradável e sugestivo, sem coquetel grauito e quase sempre problemático, onde cada pessoa se desejar consumir alguma bebida e comida solicita e paga com seu cartão.
"Além disso, diz Getúlio, o restaurante não cobra taxa de serviço ou comissão sobre as vendas dos livros o que é bom para o autor e o produtor cultural. Os livros de Risério, obviamente, estarão nas livrarias do país e à venda pela internet, o primeiro da Topbooks e o segundo da LVM".
Antonio Risério reúne agora, nos três volumes de QUARTZO CRESCENTE — ESCRITOS DE ESTÉTICA, HISTÓRIA, ECOLOGIA, POLÍTICA E ANTROPOLOGIA, uma série de ensaios avulsos e inéditos que andavam dispersos em publicações diversas, ou ainda aguardando na gaveta a hora de conhecer o seu circuito em meio à comunidade geral dos leitores.
Como o texto mais antigo é datado de 1978 (“Pagu: Vida-Obra, Obra vida, Vida”, escrito quando a militante modernista-socialista era figura praticamente desconhecida e intencionalmente ignorada nos círculos político-intelectuais do país) e o mais recente (“A Abelha e o Arquiteto: Contra o Determinismo Ecológico”) é de 2025, o que temos, no final das contas, é uma obra que representa nada menos do que quase meio século de ensaísmo crítico independente, coisa cada vez mais difícil de ser encontrada no ambiente cultural brasileiro.
Neste momento, estamos lançando o primeiro volume da obra. Nos próximos meses virão à luz o segundo e o terceiro. Assim, a obra do poeta, romancista, antropólogo e tradutor poderá ser apreciada de corpo inteiro, em toda a sua variedade temática — da arquitetura à antropologia, da música à semiótica, da religião à política, da literatura à ecologia — e na franca e sistemática transdisciplinaridade das abordagens.
Esteja em tela a criação poética de Augusto de Campos ou Paulo Leminski, as relações entre comunismo e candomblé, a homossexualidade numa epopeia milenar como Gilgámesh ou na escrita de Thomas Mann e Guimarães Rosa, ou, ainda, o “cinema marginal” ou uma leiturada cidade na criação literária feminina e as relações entre demografia e política, ANTONIO RISÉRIO focaliza e esquadrinha de coração aberto e métodos múltiplos os objetos que elege para suas análises.
Aqui, temas nacionais e internacionais são submetidos ao escrutínio da lógica, da racionalidade e da lucidez. São apreciados com um misto de rigor e intelletto d’amore. E, com isso, quem tem a ganhar é o leitor.