Cultura

TASSO FRANCO ESTARÁ NO "CAFÉ DUPLO" FALANDO DA "ALMA DA SENHORA AV. 7"

Acontece na terça, 8h20min
Tasso Franco , da redação em Salvador | 27/04/2026 às 15:39
Acontece na terça, 8h20min
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 Nesta terça-feira, 28, o jornalista Tasso Franco estará na Rádio Câmara Municipal de Salvador no programa "Café Duplo"da apresentadora Camila Vieira, às 8h20min, falando do seu novo livro "A Alma da Senhora Avenida 7", crônicas.

       A Câmara Municipal de Salvador, por meio do Selo Castro Alves, lançou, no dia 22/4, o livro de crônicas “A Alma da Senhora Avenida Sete”, do jornalista Tasso Franco, que descreveu a emoção de falar sobre a avenida que corta um dos corações da cidade, cuja relevância histórica, econômica, social, política e cultural é destaque. 

“Escrever sobre Salvador sempre provoca emoções, ainda mais, quando se trata da avenida mais importante de Salvador, o caminho inicial da cidade trilhado por Thomé de Souza para erguer a Fortaleza”, elencou o autor, ao convidar o leitor para desbravar a história de um local que, mesmo passados 111 anos de sua inauguração, continua sendo o mais importante da capital baiana e mantém a tradição de maior centro do comércio popular do estado a céu aberto.

De acordo com ele, não passam despercebidas, ainda, a concentração de marcos culturais e arquitetônicos dos séculos XIX e XX, a intensa atividade religiosa e cultural com seis museus, teatro, bibliotecas, o Instituto Geográfico da Bahia e áreas de exposições. “Um universo onde se pode ver e conviver com monges e freiras nas ruas, jovens com pranchas de surf e mulheres de biquínis”, disse Tasso Franco.

A publicação reúne 40 crônicas e percorre becos, ruas e bairros que compõem a Avenida Sete. O livro aborda festas cívicas, como o 2 de Julho e o 7 de Setembro, além de retratar figuras populares, restaurantes, baianas do acarajé, prédios, monumentos, bondes, paróquias, conventos e o comércio local. Também resgata personagens ligados à construção da via, como J.J. Seabra e Arlindo Fragoso, responsáveis pela obra inaugurada em 1915.

O autor define o livro como um panorama amplo da avenida e de seus frequentadores, reunindo elementos de história, sociologia e antropologia, sem perder o caráter literário da crônica. Contudo, não define a obra de denotação histórica, ‘mas de um contador de história’.  

“Não é uma obra de história, nem se sociologia ou antropologia. Porém, é inevitável tratar de um sítio com tanta história e cultura, tanta raiz da cidade sem abordar pontos históricos. E, assim foi nas minhas andanças, conversas com os atores que vivem na Sete, em que abordamos ainda questões da sociologia e da antropologia, mas deixando para os estudiosos dessas áreas, se assim quiserem, desbravar ou detalhar esses campos. Nossas observações são apenas de um cronista, de um contador de histórias”, concluiu o jornalista.