Cultura

MORRE ANTONIO JOSÉ LARANGEIRA, MAIOR COLUNISTA DO JORNALISMO FEIRENSE

Claro, estamos falando de uma determinada época do jornalismo da cidade princesa
Tasso Franco ,  Salvador | 14/04/2026 às 17:57
Antonio José Larangeira, 81 anos de idade
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   Morre o velho amigo de longas jornadas jornalisticas e farras o colunista Antonio José Larangeira de A Tarde e do Feira Hoje jornais onde também aturei e realizamos algumas peripécias .Larangeira (diga-se, com g) era um cavalheiro, via o mundo na ótica do glamour e do empreendedorismo e tinha essa visão otimista por onde circulava e trabalhava. Nada de miséria e de problemas sociais severos havia muita gente que cuidava disso. Seu negócio era a bola pra cima, por alto, o desenvolvimento de Feira e da Bahia. Não dava um passo sem pensar nisso.

  Fizemos vários trabalhos juntos naqueles cadernos ou edições empreendedoras de A Tarde. Muita gente dizia que era picaretagem e coisas do gênero. Nada disso, Quando fui trabaklhar em Feira, no inicio dos anos 1990, para colocar o Feira Hoje standart, "quero um jornal grande, de verdade", como dizia Pedro Irujo, o dono, conversavamos muito na cidade princesa. 

  Larangeira era do glamour e também do Poonto do Zequinha e amigo de todo mundo, da direita, da esquerda, do centro do oco do pau, da Micareta, um dos grandes incentivadores. Nada de preconceito com ele. Muitas vezes foi injustiçado e mal falado, mas, não dava a mínima atenção a isso.

  De repente, não lembro exatamente em que década, virou evangélico e abdicou do uisque, creio, um dos seus grandes parceiros foi o velho Arthur Couto, diretor administratico de A Tarde e que fez uma revolução em termos de dinamismo com as sucursais de A Tarde, com Vily Modesto, em Itabuna; salvo engano Wilson Novaes, em Jequié; Marcelino Ribeiro, em Juazeiro; e o jornal era o mais lido e copiado do Nordeste. Todas as rádios do interior se pautavam por A Tarde. E a coluna do Larangeira era lida em Feira e também em Salvador, muito. Uma referência.

  Na verdade era o trio: July em Salvador, Lrangeira em Feira e Vily em Itabuna. Tinha vários outros, porém. esses os mais lidos cada qual no seu quadrado. Velhos tempos de um jornalista apaixonado e apixonante. Ganhava-se dinheiro - é verdade - mas faziam tudo com muito amor, dedicação e davam (no dizer da época) "furos" e mais "furos". Larangeira partiu hoje, mas faz parte da vida de todos nós. (TF)

   ABI EMITE NOTA

    A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) lamenta profundamente a morte do jornalista Antônio José Larangeira, nesta terça-feira (14), após um longo período de enfermidade. Aos 81 anos, ele encerra uma trajetória de mais de seis décadas dedicadas à comunicação, com atuação marcante em Feira de Santana e em diversos veículos de destaque na Bahia e no Brasil.

Nascido em 11 de janeiro de 1945, em Santo Amaro da Purificação, Larangeira era formado em Administração pela Faculdade Anísio Teixeira (FAT). Iniciou sua vida profissional como bancário, mas logo encontrou no jornalismo sua verdadeira vocação, começando na Folha do Norte e passando pelo Diário de Notícias.

Ao longo da carreira, acumulou experiências em importantes redações fora da Bahia, como “O Jornal” e o Diário de Notícias, no Rio de Janeiro, além do Diário de S.Paulo. Nesse período, também estudou Comunicação Social, ampliando sua formação na área.

De volta à Bahia, consolidou seu nome no jornalismo local. Atuou por 32 anos no jornal A Tarde, onde foi chefe da sucursal em Feira de Santana e também colunista. Posteriormente, integrou a equipe da Tribuna da Bahia, onde permaneceu por cerca de 15 anos, exercendo funções de gestão e mantendo sua produção jornalística até os últimos anos.

Reconhecido como um dos principais nomes do colunismo de Feira de Santana, Larangeira foi pioneiro na modernização do segmento, ampliando o olhar para além dos eventos sociais, incorporando pautas ligadas ao ambiente empresarial e ao desenvolvimento regional. Também assinou colunas em veículos como Grande Bahia, Pátria Latina e Feira Hoje.

Sua trajetória incluiu ainda passagens pela televisão, como apresentador do programa “Interior, Gente e Notícias”, na TV Itapoan, e participação no primeiro programa de entrevistas da TV Subaé, afiliada da Rede Globo na região.

Larangeira era filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) e membro do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (SINJORBA), entidades que refletem seu compromisso com a profissão e com a ética jornalística.

Neste momento de dor, a ABI se solidariza com familiares, amigos e colegas de profissão, destacando a relevância da contribuição de Antônio José Larangeira para o jornalismo baiano. Seu legado permanece como referência de dedicação, pioneirismo e compromisso com a informação de qualidade.

  DEPUTADO ROBINSON 
  DESTACA NA ALBA

  O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa, deputado estadual Robinson Almeida (PT), apresentou, nesta terça-feira (14), uma moção de pesar pelo falecimento do jornalista Antônio José Larangeira, ocorrido aos 81 anos, em Feira de Santana. Ao registrar a homenagem, o parlamentar destacou a relevância da trajetória do comunicador e afirmou que a Bahia “perde uma referência na comunicação”.

Ex-secretário de Comunicação, o deputado Robinson Almeida ressaltou, na moção, a contribuição de Larangeira ao longo de mais de seis décadas de atuação na imprensa baiana, com forte presença no colunismo social e na cobertura de temas políticos, sociais e culturais.

“Sua trajetória é marcada pela dedicação, pela credibilidade e pelo compromisso com a comunicação pública”, pontuou.