Yemanjá tem um poder, um carisma, impressionante e é cultuada por brancos, negros, pardos, mestiços, ricos, pobres, remediados, folclóricos, enfim, tem uma legião de fãs e ou fiéis de todas matizes. E, a alegria (como se pode ver nesta foto de hoje, na Casa do Peso) de uma pessoa ao entregar uma oferenda à orixá é indescritível.
Há quem chore, há quem ri, há quem se posiciona na forma de contrição, de dor, de gratidão. Há, inclusive aqueles e aquelas que além de se expressarem oralmente com a orixá deixam bilhetes, fazem pedidos os mais variados possíveis, em boa parte, para a conquista de um amor.
A orixá expressa a beleza, o sublime, o perfume, a doçura, as flores, as cores, a alegria, e tem esse viés de representar esse sentimento, esse pertencimento, e os (as) fiéis confiam neles e tendem a acreditar que a graça será alcançada e muitos vão pagar o que já alcançou e segurar na mão da Orixá, que a deusa do mar, a rainha do mar, a protetora dos pescadores mais humildes que usam embarcações de média qualidade e se arriscam em alto mar pescando e se mal não acontece a eles, creditam a Yemanjá, e a sabedoria de conhecer e respeitar o mar, os ventos, os raios, os trovões, as tempestades, as marés altas e violentes, e cabe a orixá com sua diretriz ensinar o caminho seguro de volta para casa.
A orixá, sabemos todos, é vaidosa, cheirosa, perfumada e a maioria de fiéis é constituída por mulheres, embora muitos homens também à cultuem, em especial, os pescadores.