segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Colunistas / Esportes
Zé de Jesus Barrêto

Quem foi ver Neymar viu goleirão da Bolivia fechar

Bahia tem jogo dificil, mas, finalmente contratou um técnico. Antes tarde do que nunca.
05/10/2017 às 20:34

   Quem foi ao estádio ver Neymar saiu assombrado com a exibição do goleiro boliviano Lampe, um paredão. Com defesas iluminadas impediu gols de Neymar, Gabriel Jesus, Paulinho...  e garantiu o empate Bolívia 0 x 0 Brasil. 
   
   A equipe de Tite, mesmo com o gramado ruim e a altitude de quase quatro mil metros, que deixa o ar rarefeito, prejudica o desempenho físico e muda a velocidade da bola, foi dona da bola e do jogo, criou boas oportunidades e sofreu muito pouco na defesa.  E foi um jogo apenas de cumprimento de tabela, o time amarelo e verde já tem o passaporte em mãos e carimbado para a Copa da Rússia/2018.
   So faltou o gol 
   
   Bolívia x Brasil , La Paz, estádio cheio.  Altitude, gramado desnivelado, muitas protuberâncias e bola nervosa. Faz parte; é assim que a Bolívia arranca seus pontinhos em busca de classificação para uma Copa do Mundo. O rival que se vire. 

  No apito do árbitro, tome-lhe correria dos donos da casa. A equipe de Tite quebrando o ritmo, tentando trocar bolas, por a bola no chão, amansando o jogo e o adversário.  

  A primeira boa chance brasileira aconteceu aos 24’:  Neymar tabelou com Gabriel Jesus, pegou o rebote e bateu forte, rasteiro, no cantinho; o goleiro espalmou.

  Aos 28’, Tiago Silva sentiu dores na coxa e cedeu lugar a Marquinhos, na zaga amarela.

  Após uma disputa de Gabriel Jesus com a zaga, aos 30 min, Neymar roubou a bola e saiu de cara com o goleiro Lampe, finalizou mas o arqueiro saiu bem e abafou nos seus pés.    Aos 38’, após brilhante corta-luz de Paulinho, em passe de Neymar, Gabriel  Jesus bate de cara com o goleiro boliviano, que faz milagre. 

 Aos 42’, novamente Neymar. Livrou-se da zaga, conseguiu desvencilhar do goleiro e bateu duas vezes no gol, mas a zaga salvou em cima de linha. 

  Os bolivianos ainda acertaram o travessão de Alison, com um balaço de fora da grande área que bateu em cima da linha de gol e não entrou. 

   Uma partida difícil, na primeira etapa, pelas condições de altitude e do gramado. Criamos mais chances de gol, o destaque foi o goleiro Lampe.  Mas o time de verde assustou, quando conseguiu arrematar.  Nada definido.
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  Com um minuto e meio de segundo tempo, Neymar lançou na pequena área, Paulinho apareceu de surpresa, desviou, Lampe deu um tapa na gorduchinha e ela bateu na trave, não quis entrar. O Brasil continuou em cima, superior, criando chances, desperdiçando. A Bolívia nos contragolpes, velocidade.
  Aos 20’, Tite trocou Phillipe Coutinho por William, que entrou bem, correndo muito.   

  Dos 30 aos 45, mais chance criadas pelo Brasil e perdidas; o goleirão brilhando. Aos 30’, Neymar arrematou, Paulinho tentou, deu Lampe. Três minutos depois, William errematou... deu o goleiro. Aos 37’, Neymar lançou na cabeça de Gabriel Jesus, testada para baixo, milagre de Lampe.  Depois, outra cabeçada de Gabriel, raspando o poste. 

Domínio brasileiro, muitas chances mas o gol não saiu. 
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  Neymar foi o destaque, sem dúvida. Bem também Paulinho, Gabriel Jesus, William, Cassemiro...
  O melhor em campo, no entanto, foi o goleiro Lampe, depois da partida cumprimentado pelo treinador Tite por suas decisivas defesas. 
  

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O próximo, e derradeiro, jogo da seleção de Tite na competição é contra o Chile, terça-feira, em São Paulo. 
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    Treinador, enfim 

   Com meses de atraso e o time na beira da zona de degola, enfim a direção do Bahia contratou um treinador de série A.  Anunciou na tarde dessa quinta o nome de Paulo Cesar Carpegianni.

 Vivido, 68 anos, rodado - mais de 20 clubes mundo afora, equipes de peso, um título mundial pelo Flamengo, uma Copa do Mundo no comando do Paraguai, duas passagens pelo Vitória (um título baiano) – Carpegianni foi jogador de meio-campo, dos bons, seleção, e como treinador é tido como exigente e disciplinador. Tem atleta que não curte o estilo durão dele. Tem ideias modernas, é inteligente, enxerga o que está acontecendo em campo, mas muitos o chamam de ‘professor Pardal’, pelas suas invencionices táticas.  

  Chega encarando pedreiras. Tem de cara o Palmeiras, lá em SP, dia 12, cheio desfalques, os mais preocupantes na zaga, sem poder contar com os dois Tiagos.  Nem Mateus Sales, nem Allione, nem Édson. Não é pouco. Depois do Verdão, encara o Timão (Corínthians) , líder absoluto da competição, na Fonte Nova. 

  Nem pensar em perder. Cada jogo é uma decisão. A luta é para escapar do rebaixamento, luta medonha. E a equipe vem descendo a ladeira nas rodas do returno, tanto fisicamente, como coletivamente. 
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  Leão de boa 

  Diferente do rival tricolor, o Vitória está em subida, faz uma boa segunda fase, voa em céu de brigadeiro, extremamente feliz quando atua fora de casa. Então, usa a tática do ‘Leão doido’ do esperto Mancini – recua, marca com ferocidade e com todos os homens em seu próprio campo e quando retoma a bola ataca em desenfreada correria com 5, 6 jogadores, tocando a bola e passes longos e rápidos, batendo no gol adversário.  

  Quando atua em casa e parte pra cima, até por exigência do torcedor, abre os flanco, se expõe e tem se dado mal. Tem de achar um jeito de jogar bem e ganhar também em casa, na Toca do Leão.  A parada, pra semana, é briga feia, de leões: Vitória x Sport do Recife, no Barradão.
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