quarta-feira, 26 de junho de 2019
Colunistas / Causos & Lendas
Lobisomem de Serrinha

LOBISOMEM DE SERRINHA, a panela de arroz fervendo e o Notre Dame local

É cada coisa que acontece que o melhor é se prevenir. Tem gente que dorme com cueca de couro.
11/10/2013 às 11:01
 Bastou yo apresentar meu cão "Bethoveen" à sociedade, este que está a completar 111 anos e eu acá 281 no próximo 2014, esses humanos não entedem isso, que alguns gaiatos fizeram piadas no facebook, sem saber eles que estamos em excelente forma física, eu fazendo 200 flexões abdominais dia e meu companheiro comendo macarrão com camarões e dando aquele arroto básico, esbanjando saúde.

   Só pra mostrar que está em plena forma, "Bethoveen" fez igual a dr Miguel Nogueira e subiu a escada aqui de casa de costas, piruetando.
   
   Não há de ser nada, quem manga de mim um dia será mangado. Agora, pior mesmo foi o que aconteceu com o guarda municipal de Santo Antonio de Jesus, Hélio Lapa Ribeiro, o qual teve parte das pernas e os "quimbas" queimados (na Serra apelidamos essa parte íntima dos humanos de "ovos") pela companheira Cristiane do Nascimento com uma panela de arroz fervendo jogada de uma forma que o produto salpicou seus testículos e adjacências, o "mayoral" inclusive.

   O caso foi parar na delegacia de Policia porque que o fato caiu na boca do povão e virou uma gozação da zorra na terra de compadre Jaime do Onha que vende veículos, e o tadinho do homem passou a ser chamado de "Guarda Assado", dito isto pelo próprio ao delegado durante depoimento na especializada, visto que sua ferramenta de trabalho está dessa forma.

   Eu mesmo nunca presenciei fato dessa natureza aqui na Serra e ovos na real a gente come é lá no Bar de Cebola Podre, no restaurante  Pé na Cova, de Sêo João pernambucano, porém, ovos cozidos, de codorna e de galinha, alguns até com as cascas coloridas. Nunca ví em Sêo João, no Bar de Cal ou em JR alguém pedir ovos assados para tira-gosto como os tais do guarda.

   Esta semana, depois deste fato até um camarada aqui da Serra, filho de Sêo Nequinha do Correio, Sêo Ruy Pinheiro, estava a lembrar de Henrique Corcunda, o "Notre Dame" da Serra, que era um camarada que trabalhava na Farmácia de Sêo Cosme, o qual embora fosse baixinho e corcunda, daí o epiteto baseado no livro do francês Victor Hugo, fazia o maior sucesso com as meninas da Sete de Setembro, na Coréia, diante de sua "marinheira" que seria algo que agradava bastante a galera feminina, no que se registra nos anais mundanos locais, que o "home" não tinha ovos assados.

   Pelo contrário, diz-se que sapecava a aiá nas meninas no depósito de remédios da farmácia e Sêo Cosme já andava invocado com o corcunda porque, meia volta e volta e meia, seguia o caixeiro para o depósito situado porta e meia próximo ao cabaré de Viana, telha d'água vizinho a Cecílio, o homem da roupa branca, grande cabaretê.

   Esse caso do guarda de Santo Antônio de Jesus não é isolado. Toda semana acontece algo parecido. Diria até que o guarda teve foi sorte porque yo mesmo conheço um homem na Cabeça da Vaca, que é um povoado próximo de Pedra, que a mulher cortou foi o "pinto" dele com uma faca de três tostões. 

   Daí que levaram o "negócio" para colar na Farmácia de Sêo Trasybulo, porque não cortou de vez, ficou umas partes presas, que Dem, o prático em curativos, fez um serviço especial, passou uns antibióticos, um pó secante e o homem semanas depois ficou foi bom.
 E vocês pensam que ele largou a mulher que quase lhe deixa capado? Nada. Vivem numa boa comendo trairas negras pescadas no açude do lugarejo e dizem as más línguas que, depois do remendo no "Bráulio" foi que o camarada ficou mais ativo e sua esposa nunca mais tentou cortar o dito novamente.

   Na primeira oportunidade, havia intentado contra o valoroso "inocente" por ciúme porque o camarada estaria com uma amante na rodagem, perto da casa da noite de Sêo Gaguinho. Mas isso é passado, e o tal, continua é prosa mas agora somente atuando com sua esposa.

   De minha parte nem vou falar nada porque tenho fidelidade total a dona EsterLoura, não sou o tal de um atleta de academia que diz ainda sustentar uma toalha (molhada) no "professor", e vou tocando meu barco devagar e sempre. 

  Duzentos e oitenta e um anos de idade não é mole não. Mas, desde que doutor João Ricardo passou ciáles diário de 5ml para eu tomar com café e cuscuz, o tal ainda sobe a colina sagrada da Serra com galhardia. E mais, com os quimbas lisinhos, sem queimaduras.

   Vate retro: panela de arroz fervendo aqui em casa nem pensar.