quinta-feira, 22 de agosto de 2019
Colunistas / Causos & Lendas
Lobisomem de Serrinha

CARAMURU FOI O PRIMEIRO MINISTRO DO COMÉRCIO DO BRASIL

O mais foi a lenda do frei Santa Rita Durão
06/06/2012 às 15:00

Foto: Globo
Representação na TV, Caramuru e a boa vida no Brasil primórdios da Colônia
  Estou chic. Vip. Uma hora dessas vou ser entrevistado naquela coluna do Correio pra falar sobre meu perfume predileto e minha cantora de cabeceira.
 
   Muitos de vocês já me conhecem, inclusive um glorioso médico da cidade princesa que vive me abusando e mandando comer preás nessa seca miserável que está acontecendo na  Bahia.

   Como meu próprio nome diz sou filho de Serrinha onde nasci há 270 anos, ainda na época dos primórdios de fundação da vila com Bernardo da Silva.

   Vocês sabem que nós, os não humanos, vivemos muito tempo e meus ancestrais são de Cintra, Portugal, personalidades de nossa família que vivem 400/500 anos de idade.

   Meu nome mesmo é Ranulfo Rodolfo Santos Soares já virei até livro na pena do editor deste site. Agora, passo a escrever sobre Causos & Lendas.



   E, como não poderia deixar de ser abro a série com a Lenda do Caramuru, o português Diogo Álvares, o qual foi deixado na Bahia para negociar pau Brasil com tupinambás abrindo a primeira rota de exportação Brasil-Europa, isso por volta de 1510.



   Esse camarada só não criou um curso de comércio exterior, tão em moda nos dias atuais, porque não havia know-how naquela época nem a FIB, mas, o camarada fez miséria, se casou com uma tupinambá assentou praça na Bahia e por aqui ficou sendo enterrado na atual catedral basílica de Salvador. 

  
E pra dourar a pílula dessa aventura um frei chamado Santa Rita Durão, no século XVII, criou uma lenda que é a mais antiga do Brasil dando conta de que Diogo havia naufragado nas proximidades do atual Rio Vermelho e sobreviveu por ter dado um tiro num bando de pássaros deixando os tupinambás abestalhados e chamando-o de Deus do Trovão.


   Isso é pura lenda, pois, o dito Diogo foi deixado pelos franceses no atual Porto da Barra para comercializar pau Brasil, numa boa, ele que era jeitoso em compra e venda de produtos, sendo depois levado por Jaques Cartier o navegador que descobriu o Canadá francês, para se casar com uma tupinambá (Quayadin), em Saint Malo, no Noroeste da França, retornando a Bahia com o nome oficial de Catharina Du Brézil, em homenagem a mulher de Cartier, a qual se chamava de Catharine de Granches.



   Depois, essa moça instalou a capela da Graça, hoje, Mosterinho de Nossa Senhora da Graça, e passou a história com o nome de Catarina Paraguaçu, a qual se encontra sepultada nesse templo.



   Então, pra encurtar a conversa na inicial, como diz o causídico Doutor Bomfim, com m antes do fê, esse Caramuru foi o nosso primeiro ministro de Comércio do Brasil e essa história inventada pelo frei Santa Rita Durão não passa de uma lenda.

   Aliás, os padres e frades são bons de inventar lendas. No passado, então, fazia parte da história. Hoje está mais difícil, mas, ainda assim acontece