ter?a-feira, 20 de agosto de 2019
Colunistas / Esportes
Zé de Jesus Barrêto

LEÃO VENCE MACACA NA TOCA MAS SEGUE NA ZONA MALDITA

Vitória 2x1 Ponte Preta, de virada
28/07/2019 às 12:50

  A torcida rubro-negra, ainda pequena nas arquibancadas, vibrou com o triunfo de virada (2 x 1) em casa, em cima da Ponte Preta de Campinas.  Um alento, a equipe reagiu, correu muito e soube garantir o placar com manha. Mostrou-se mais arrumada em campo e ocupou bem os espaços no meio campo.  A torcida aplaudiu.

  Mas o bom resultado em casa não foi ainda suficiente para que a equipe saísse da zona de agonia dos quatro últimos. O Leão chegou a 10 pontos ganhos e está no 17º lugar, é o primeiro dentro da zona. Mas a atuação dá esperança de uma reabilitação, um crescimento dentro da competição.  E o triunfo salvou a pele do treinador.     

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 Pra  começar ...

- Melhor ataque, com 16 gols, a Ponte Preta (a Macaca da Campinas) entrou em campo para enfrentar a pior defesa da competição, a do rubro-negro baiano, com um saldo negativo de 12 gols na competição. A ponte com 19 pontos ganhos, em 8º  lugar e o ‘Leão’/ Vitória na vice lanterna,  com apenas sete.

- Chuva, tarde fria, público reduzido mas barulhento no Barradão.

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 Com a bola rolando...

- Mal começou, na primeira dividida, menos de um minuto, e o avante Anselmo Ramon levou cartão amarelo, por deixar a mão na cara do adversário. Aos 3’, noutra dividida, amarelo para o lateral paulista Diego Renan (que já atuou pelo Leão). Começo nervoso.

- Aos 9’, Marquinhos cruzou largo, da esquerda, a bola alçada cobriu a zaga e Roger mergulhou, testando forte, acertando a trave.  Na sequência, nova bola cruzada, a zaga baiana só espiando e Matheus Vargas cabeceou por cima.

 - Gol ! 1 x 0 Macaca. Roger, de cabeça! Cruzamento da direita, a zaga boiando. Aos  12’.

 - A Macaca dominava as ações até que abriu o placar. Daí, retraiu-se, deu campo, e o Leão cresceu, ganhou o meio campo e foi para a pressão. Evoluía bem, mas faltava a finalização. Forçando faltas nas proximidades da área paulista.  A Ponte só suportando, sem conseguir encaixar o contragolpe.

-  Gol ! 1 x 1, Chiquinho, batendo falta (cavada por Gedoz) de canhota, forte, a meia altura, acertando o canto. Aos 37 minutos.

A Macaca sentiu a patada do Leão.

 

- Gol ! 2 x 1, Gedoz, aos 41’. Dessa vez, um belo gol coletivo, com a troca de passes pelo meio envolvendo a marcação da Ponte. Gedoz bateu  colocado e rasteiro, da meia lua, livre de marcação.

- O Vitória reagiu bem e virou o primeiro tempo em vantagem. Levou um gol e foi dominado até os 15 minutos. A Ponte recuou e se deu mal. Entregou a bola ao adversário, perdeu o controle das ações, levou dois gols e não atacou mais. Justo, pois,  os 2 x 1.

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  - Os mesmos 22 em campo, após a merenda.  O Leão voltou aceso. Logo no 1º minuto, após cruzamento de Weslei, na direita, Anselmo Ramon perdeu o gol na pequena área.  Um Vitória bem mais confiante, solto, nos primeiros minutos.

  - Reação da Ponte, aos 6 min: Boa jogada de Marquinhos pela esquerda, mas o goleiro Martín Rodrigues atirou-se nos pés de Roger, evitando o chute. Parelho.

  - Com o passar do tempo, o rubro-negro foi se fechando atrás, marcando forte, travando o ritmo, provocando faltas, dificultando as ações dos paulistas que, inferiorizados no marcador, tentaram fazer pressão mas mostraram um repertório bem limitado: bolas alçadas na área adversária e só.

 - Aos 24’, Loss tirou o meia Gedoz – atuou bem mas já mostrava cansaço – e colocou o lateral Capa, fechando o lado esquerdo defensivo do time da casa. Chiquinho foi para o meio. O Vitória, parece, abdicou de atacar. Desdobra-se na defesa.

 Substituições: Na Ponte, Tiago Marques no lugar de Marquinhos. No Vitória, Rui no de Weslei.

  - Aos 40’, após boa jogada de Chiquinho, na direita, Anselmo Ramon perdeu o gol, completando para fora de dentro da área pequena.  A chance da equipe na segunda etapa. Aos 49’, o mesmo Anselmo arrancou num contragolpe e bateu para fora. A Macaca entregue, mortinha. Sem pernas e sem talento. 

  Placar importante para a busca de uma nova arrancada do rubro-negro. O  torcedor comemorou.

 

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Destaques     

Na equipe vencedora, Mateus Rocha e Chiquinho (pelo gol de falta e a vontade). Ramon melhor que Bruno Bispo e Leo Gomes melhor que Baraka. Gedoz foi o mais lúcido, enquanto teve pernas. Anselmo Ramon lutou e Weslei é abusado.

Na Ponte, o goleiro é fraco, o miolo de zaga lento. Gerson Magrão foi o melhor. É uma equipe que tenta tocar bola mas erra passes e tem um repertorio pobre de jogadas ofensivas.   

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 Escalações

 - Vitória: Martín Rodriguez, Mateus Rocha, Ramon, Bruno Bispo e Chiquinho; Leo Gomes, Baraka e Gedoz; Lucas Cândido (estreante), Anselmo Ramon e Weslei.  Treinador, Osmar Loss.

 - Ponte  Preta:  Ivan, Diego Renan, Renan Fonseca,  Airton e Trevisan (Guilherme); Édson, Gerson Magrão e Matheus Vargas; Camilo (João Carlos), Roger e Marquinhos. Treinador, Jorginho.

 - Arbitragem mineira, sem VAR. No apito, Igor Benevenuto de Oliveira. Bem caseiro.

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   Próximo compromisso do Leão, pela 13ª rodada, será na terça-feira à noite, contra o Figueirense, no frio do Sul.  

 

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Série A

Neste domingo, às 11h, o Bahia encara a Chapecoense, na Arena Condá/Chapecó, onde nunca venceu. Aliás, nas seis partidas disputadas entre ambos, o Tricolor baiano venceu apenas uma.


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Notícias do PAN em Lima

 - Uma belíssima abertura na noite de sexta. Impressionou o respeito, o orgulho dos peruanos e a valorização da História, da cultura de seus povos. Um espetáculo de cores, música, danças, coreografias, efeitos em linguagem moderna.

 -  Encantou. Mais de 50 mil pessoas no Estádio Nacional de Lima/Peru.

  - A delegação brasileira desfilou com 110 atletas, as mulheres na frente, em destaque.

  - Chamou a atenção a escultura de mais de 20 metros de altura, no centro do campo, representando o monte Pariacaca, que chega a 5.700m acima do nível do mar e é  tido como lugar sagrado, local de culto dos antepassados.  Fica na Cordilheira dos Andes, bem perto  de Lima.

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  - Não tinha ninguém pra ver o nosso Isaquias Queiroz vencer sua primeira bateria no Pan-Americano de Lima, na manhã fria e nevoada do sábado em Médio Mundo, 175 quilômetros ao norte da capital peruana, distrito remoto de Végueta.  Isaquias foi o melhor na segunda bateria do C1 1.000m, sua principal prova, garantindo ao Brasil sua segunda classificação para uma final nos Jogos. Vem medalha, com certeza.