quinta-feira, 23 de maio de 2019
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Zé de Jesus Barrêto

BAIANÃO: EMPATE NO BAVI FOI BOM PRO LEÃO, por ZÉDEJESUSBARRÊTO

O lider do Baianão é o Bahia de Feira de Santana com 15 pontos
10/03/2019 às 19:07

 Acuado, jogando boa parte do segundo tempo com um atleta a menos, o Vitória suportou com garra e manha a pressão Tricolor e garantiu o empate 0 x 0, de bom gosto.

  Primeiro porque não tomou gol, não perdeu o jogo,  mesmo inferiorizado em campo; depois, porque o empate lhe garantiu o segundo lugar na classificação do Baianão, com 13 pontos ganhos, emparelhado com o Vitória da Conquista e com o Atlético de Alagoinhas, a uma rodada do final.

 Para o Bahia, a despeito de ter chegado a 12 jogos sem perder para o rival, e de ter dominado o clássico em campo, sobretudo na segunda etapa, o resultado não foi bom e o torcedor bradou. O time não brocou o rival, como seria do gosto dos tricolores, não fez gol e ... pior que tudo, a equipe agora com 12 pontos ganhos, está fora da zona de classificação, em quinto lugar na competição. Na última rodada enfrenta o Jequié, fora de casa. Virou jogo de vida ou morte, no próximo domingo.

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O líder do Baianão é o Bahia de Feira, com 15 pontos ganhos, depois de vencer o clássico local com o Fluminense, no Joia da Princesa, por 2 x 1. O Fluminense encara o Vitória na rodada final, no Barradão, já sem mais esperanças de classificação.

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  A rivalidade no clássico                                                               ,

 - Fonte Nova  com um público acima dos 35 mil, na tarde domingueira do verão baiano, pós carnaval.

- Mais um clássico de uma torcida só. Infelizmente. Em comum, o descontentamento dos torcedores com os dois treinadores, Ênderson e Chamusca. Fora do gramado, um Tricolor vivendo dias mais mansos.  O Rubro-negro em crise político-administrativa. 

-  Mas, sem favoritos, porque é clássico, a rivalidade iguala. Não basta jogar futebol, há de ter nervos, garra e ... sorte. 

- O Bahia há 11 clássicos (agora 12) sem perder para o rival. O Tricolor de camisas  brancas, calções azuis; o Vitória de preto e vermelho.   

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Escalações

- Bahia : Douglas, Nino, Jackson, Lucas Fonseca e Moisés; Nilton (Flávio), D.Augusto (Caíque), Ramires; Artur, Gilberto e Shaylon (Guilherme). Treinador, Ênderson Moreira.

- Vitória : Ronaldo, Jefferson, Ramon, EdCarlos e Juninho; Marcos Rocha, Weslei e Leandro Vilela (Yago); Érick( Thales), Neto Baiano (Leo Caerá) e Andrigo. Treinador, Marcelo Chamusca.

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Com bola rolando    

O jogo começou nervoso e brigado. O Bahia com a iniciativa, atacando, trocando mais passes. O Vitória apostando na velocidade dos contragolpes e bolas alçadas na área adversária.

Aos 9’, lançado em profundidade, Artur ficou de cara com Ronaldo; o goleirão saiu nos pés do atacante e salvou, Nino pegou o rebote mas Ronaldo novamente fez ótima defesa. O primeiro lance de emoção do clássico.

Aos 14’, Neto Baiano ganhou no alto de Lucas Fonseca e cabeceou com perigo, raspando o poste. Assustou o goleiro Douglas.

 Equilíbrio. Muito corpo a corpo, disputa e pouca técnica. Quando o Bahia tem a posse de bola o Vitória recua inteiro. Só sai na boa. Os tricolores cadenciam, os rubro-negros mais acesos.

 Aos 39’, um chutaço de longa distância de Douglas Augusto passou rente, com o goleiro saltando apenas pra sair na foto. A torcida fez uuuhh !

 Uma primeira etapa sem predominâncias; jogo brigado no campo inteiro, mas leal, na bola – afora uma cotovelada de Neto Baiano em Jackson. Boa arbitragem de Pombo Lopes, apesar de a turma tricolor ter reclamado de um pênalti, um agarrão em Lucas Fonseca após a cobrança de um escanteio, a tevê mostrou. 

Algumas vaias, sem sentido, nas arquibancadas. Não faltaram vontade e luta, de ambos os lados.

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  Nos vestiários, Nilton sentiu-se mal, foi substituído por Flávio. O Bahia voltou na pressão total, com o domínio das ações.

 Aos três minutos, após boa trama coletiva, cruzamento da direita e Moisés cabeceou cara a cara, Ronaldo salvou, espalmando em cima da linha. O Tricolor com a bola,  atacando a todo vapor e o Leão se safando, como dava. Corrido.

 Chutes da entrada da área sem acertar o alvo e aos 16’, em jogada de fundo pela esquerda, por pouco Ed Carlos não fez contra. Até os 20’, o jogo foi inteiro nas imediações da área rubro-negra. O Leão acuado, sem achar saída. Mas nada de o gol tricolor sair.

 Aos 23’, Gilberto foi lançado em profundidade, no meio dos zagueiros de área do Leão. Ganhou no corpo e na velocidade e foi atropelado na meia lua. O árbitro expulsou o zagueiro faltoso e capitão Ed Carlos.  Chamusca colocou Thales no lugar de Erick. Quatro minutos para que a falta fosse cobrada, por Jackson, na barreira. Na sequência, saiu Neto Baiano, que pouco ou nada fez, entrou Leo Ceará. 

  E o Bahia continuou em cima. O Leão suportando, marcando com denodo, mascando, parando o jogo com faltas e ganhando tempo. A essa altura, o empate já era encarado como muito bom pro Vitória.

  Aos 28’, cabeçada de Moisés, fora. Saiu Shaylon, entrou Guilherme, aos 34’. Aos 36’, Yago no lugar de L. Vilela. Aos 39, saiu o meia Douglas Augusto – muito bem no jogo – entrou o jovem atacante Caíque.  Era ataque contra defesa, mas nada de gol. Jogo truncado.

  Aos 42’, um destrambelhado Jackson pegou Leo Ceará, que disparava no meio campo. Já tinha cartão amarelo, foi expulso o zagueiro tricolor. Agora, 10 x 10 em campo, e o árbitro deu 5 minutos de acréscimos.

  Olhe o perigo  ! Aos 47’, numa falta de bola levantada na área tricolor, Douglas e zaga vendidos, Weslei cabeceou e a pelota caprichosamente subiu e desceu batendo no travessão.  Quase o gol do  Leão, na única bola de perigo na área tricolor. Emoção pura. Aos 48’, Ramires tentou de voleio, pra fora. E Gilberto saiu reclamando de um pênalti de Thales, derrubando-o na área quando ele ia finalizar. O árbitro Diego Pombo, tranquilão, nem tchum.

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   Parte da torcida do Bahia não gostou nada do resultado.  Teve vaias. Xingamentos a Ênderson e muitos a pedir mais uma vez a cabeça do treinador.  Os atletas do  Vitória comemoraram muito  o resultado. Óbvio. 

Isso é futebol. 

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Destaques

A raça, a dedicação, a boa postura defensiva dos rubro-negros. Intervenções pontuais salvadoras do goleiro Ronaldo.

No Bahia, pouco trabalho defensivo, muitas jogadas pelas laterais com as duplas Nino/Artur e Moisés/Shaylon. O meio-campista Douglas Augusto fez seu melhor jogo com a camisa tricolor.

 Entendo como injustas as vaias ao treinador. A equipe jogou bem, teve o domínio, atacou pelos flancos mas não conseguiu fazer o gol. Coisas de um clássico.

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Na rodada

-  Vitória da Conquista  1  x  0 Juazeirense; Jacobina 0 x 1 Atlético de Alagoinhas

 Jacuipense 0 x 1 Jequié; Fluminense 1 x 2 Bahia de Feira.

 

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 Nordestão

  Na quarta-feira, o Bahia recebe o Sergipe, na Fonte Nova.

  Na quinta, o Vitória encara o Confiança, em Aracaju.

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Curtas e quentes

- Dois amistosos da seleção de Tite: contra o Panamá (em Lisboa) e a República Checa.

   Parte dos treinamentos para a Copa América, junho, no Brasil.  Sem Neymar, em recuperação da fratura no pé;;  sem Vinícius Jr, com lesão nos ligamentos do tornozelo.  E com atletas que não vivem bons momentos e são reservas em seus clubes europeus, como Artur, Firmino, Richarlyson... 

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  Entendo que o problema do craque (ninguém discute a bola que joga) Neymar não é a contusão/fratura no metatarso do pé;  o que complica é a lesão perene (incurável?) no juízo dele.

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- Tem torcedor do Bahia com saudades de Zé Rafael. Já tem torcedor do Palmeiras cuspindo na bolinha que ele vem jogando pelo Verdão. Continua o mesmo conhecido, corre-corre, cai-cai, não chuta em gol e não dá um passe/assistência decisivo. Muito pouco  ou nada para um meia atacante.