quarta-feira, 16 de outubro de 2019
Colunistas / Esportes
Zé de Jesus Barrêto

VITÓRIA faz dever de casa, vence Ceará 2x1 e sai Z-4,

Na rodada do final de semana, infelizmente, o Bahia segue na Z-4
20/05/2018 às 19:13
Na manhã/tarde de sol do domingo, perante novo mil abnegados torcedores, o Leão venceu o Ceará (o Vovô ) no Barradão por 2 x 1, num jogo muito corrido mas limitado tecnicamente. Com o resultado, o Rubro-negro chegou a sete pontos ganhos e saltou fora da temida zona de rebaixamento, está em 10º lugar na tabela de classificação, até agora. Ainda há jogos a serem disputados nessa 6ª rodada.

 O rival, Bahia, enfrentou na noite de sábado, em SP, o Porco / Palmeiras, levou 3 x 0 sem só nem piedade e caiu na lama feio: é o 18 º  classificado, com apenas cinco pontos ganhos. O time de Guto anda levando gols à toa e nas quatro  partidas disputadas fora de casa não conseguiu fazer um só golzinho. Tá embaçado.

 

 

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Outros resultados

Flamengo 1 x 1 Vasco; Atlético (o Galo mineiro é o líder) 1 x 0 Cruzeiro.

Jogam ainda no domingo : Sport x Corínthians; São Paulo  x  Santos; Paraná x Grêmio

América (MG) x Botafogo; Fluminense  x Atlético (PR)

Na noite de segunda: Internacional x Chapecoense.

 

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 E o Leão comeu o Vovô

 O jogo começou bem equilibrado, sem predominâncias, sem brilho mas bem  corrido e disputado. Até que ...

- Gol ! 1 x 0 Vitória, Wállyson, aos 20 min, recebendo  lançamento  em profundidade de Neilton, pela esquerda; avançou sem marcação, encarou o goleiro e  bateu de chapa, colocado.  

  Depois, Élton, aos 24’, arriscou chutaço de fora da área, obrigando a espalmada do estreante Elias, goleiro que veio da Chapecoense. Aos 38’, quase  Neilton amplia, após boa trama coletiva. Parada técnica para reidratação, amornou até o final do primeiro tempo, o Leão entocado, na espera. 

  Na volta dos vestiários, o treinador lançou Yuri no ataque do “Vô cearense’, querendo o empate. E o Ceará começou mais à frente, perigando mais, querendo.  O Leão fechadinho, saindo só na boa, aquietando. Chutes longos, bolas passando perto da meta, tempo passando e... nada.  Só tentativas.  Aí...

- Gol ! 1 x 1, Ceará, Wesclay, arriscau um chute rasante de canhota, na linha da meia lua e acertou o cantinho, aos 31 min. Empate  

Mancini trocou o exausto e veterano André Lima por Lucas Fernandes, e depois tirou Rhayner  (vaiado, saiu cuspindo marimbondo pras arquibancadas, cadê profissionalismo? ) Depois, entraram Rodrigo Andrade e Guilherme Costa, Mancini  partiu para a sufoco, o tudo ou nada.  

  Aos 38’, o mesmo Wesclay entrou rasgando a defesa baiana pela direita e, de cara, chutou nas mãos do goleiro. O Ceará era melhor em campo, mas, aos 39 minutos o goleiro Éverson cometeu um pênalti bobo, atropelando o atacante Wallyson numa disputa de bola quase morta,  na  linha de fundo.  

- Gol ! 2 x 1, Vitória, Neilton, batendo a penalidade forte, pelo alto. Definiu.

  O Vôzão foi pra cima, mas o Vitória quase ampliou com Wálysson; deu o goleiro; na sequência, aos 49’, do lado oposto, Elton perdeu o gol do empate, feito, ele e a meta, isolou.

   Valeu pelos  três pontos ganhos, dando adeus à zona.    

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 As próximas

  No meio da semana o rubro-negro baiano recebe o Sampaio Correia, partida de volta, decisiva, valendo vaga nas semifinais do Nordestão. Lá em São Luís o ‘tubarão’ Sampaio enfiou 3 x 0 no Leão.  Resta ao Vitória vencer por uma diferença superior a três gols.

  No próximo fim de semana, pelo Brasileirão, o Leão encara o Botafogo, no Engenhão (RJ)

 

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  Verdão atropelou

  No sábado à noite, Arena Palmeiras (SP), o Palmeiras, atual líder da Copa Libertadores, não tomou conhecimento do Bahia e matou o jogo logo no primeiro tempo: 3 x 0, com inteligência e superioridade.  Diferença grande de qualidade de plantel, nível técnico e postura.

  O Bahia levou um gol logo aos 3 min: Keno desbravou pela esquerda, achou Borja nas costas de Nino e Éverson, cruzamento rasteiro da linha de fundo  e William ‘bigode’, carrasco do Tricolor chegou finalizando , rápido, na pequena área. 1 x 0.

  O time baiano tentou reagir. Numa cobrança de escanteio, Lucas Fonseca testou tirando lasquinha no travessão. Depois, Zé Rafael deu ótima arrancada rompendo a linha de zaga do Porco mas chutou um peteleco na mão do goleiro Jailson, aos 20 min. Foi só.

 Aos 32’, um gol de baba: escanteio combinado, curto, ninguém marcou e Marcos Rocha penetrou pela linha de fundo, lado direito, com quis, e rolou para a chegada de surpresa do becão Antonio Carlos, pelo meio, fuzilando. Simples e eficiente. 2 x 0.

 O Bahia perdeu-se, então. Facilitando. Aos 42’, Lucas Lima enfiou para Borja nas costas de Lucas Fonseca, Éverson não acompanhou na cobertura e o colombiano  fuzilou: 3 x0, sem dó.

Justo.

  Na segunda etapa, placar definido, o Verdão ficou na moita, esperando o erro do adversário para contragolpear, em velocidade, com objetividade. O Bahia tinha mais a bola, trocava passes mas não conseguia penetrar, finalizou pouco. Uma falta  batida por Zé Rafael deu  Jailson, espalmando;  um chute forte de Elber, outro de Zé Rafael, bom desempenho do goleiro. Mas, a chance mais clara foi de William ‘bigode’,  aos 30’: recebeu limpa de Keno, sem goleiro, livre, de frente, e o avante acertou o travessão.

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Destaques

 -  a qualidade do lateral Marco Rocha, do rodado Felipe Melo, dos meias Lucas Lima e Bruno Henrique, dos avantes William, Borja e o ousado baiano Keno, hoje e agora um dos melhores atacantes do país, acreditem.       

   No Bahia, uma noite infeliz da zaga Éverson e Lucas Fonseca, perdidos no primeiro tempo. Vinícius e Elber sumidos. Nino não teve sossego com Keno. Zé  Rafael foi o melhorzinho. Equipe opaca.

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  O Tricolor encara o Blooming, da Bolívia, na quarta-feira, na Fonte Nova, valendo pela Copa Sul-americana.  Pra continuar na competição tem de vencer com diferença de dois gols.  Perdeu a primeira, 1 x 0.

   No fim de semana, já pela sétima rodada do Brasileirão, o Tricolor recebe na Fonte  Nova o Vasco da Gama (RJ). Precisa vencer em casa.

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 Nesta segunda, a apresentação de quase todos os atletas convocados por Tite para a Copa do Mundo, na Granja Comary.  A Copa nas bocas.