terça-feira, 22 de agosto de 2017
Colunistas / Esportes
Zé de Jesus Barrêto

BAHIA vence o SP em casa e termina turno em 13º

Campeonato Brasileiro é duríssimo e o Corinthians segue invicto como líder
06/08/2017 às 19:31

Foi um bom domingo para os baianos no Brasileirão. O rival detonou o Mengão pela manhã, no Rio, e o Tricolor voltou a vencer na Fonte Nova, mesmo sem jogar tão bem, mas aplicando 2 x 1 no São Paulo, distanciando-se mais um pouco da Zona da degola.

Com o resultado, o Bahia termina o primeiro turno da competição com 23 pontos ganhos, ocupando a 13ª colocação na tabela de classificação. 

O Corínthians lidera, com 47 pontos, seguido de longe pelo Grêmio, com 39. Santos com 34 e Palmeiras com 32 fecham o G-4. Predominância dos paulistas. 

Lá em baixo, na Z-4, São Paulo e Vitória estão com 19; mais atrás ainda o Avaí, com 17 e na rabeira o Atlético de Goiás com 12, a essa altura já com passaporte para Série B.
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Duelo de tricolores

Fonte Nova, domingo à tarde, bom público nas arquibancadas ... 

Equipes no gramado - Bahia: Jean, Eduardo, Tiago, Lucas Fonseca e Armero (Juninho Capixaba); Renê Jr, Edson e Regis (Juninho); Zé Rafael (Allione), Rodrigão e Mendoza. Treinador: Preto Casagrande.
São Paulo: Renan, Araruna, Militão, Arboleda e Edimar (J Tavares); Petrus, Jucilei (Brenner), Hernanes, Cueva, Marcinho (Marcos Guilherme) e Lucas Pratto. Técnico: Dorival Júnior. 

Soprando o apito, João Batista de Arruda, do Rio de Janeiro, complicado, sem pulso, envolvido, quase complica tudo.
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Bola rolando

O Bahia começou fogoso, pondo velocidade, apertando, arriscando chutes de fora da área; mas o SP teve boa chance aos 7’, após um vacilo entre Édson e Ze Rafael na saída de bola; sobrou para Marcinho que chutou alto. Bom ritmo, as duas equipes tentando por a bola no chão, trocando passes, jogando limpo, mas sem aquela marcação dura, curta; uma pegada mais leve.

- Aos 15’, Zé Rafael bateu firme da entrada da área e o goleiro Renan enjoou mas Rodrigão, na sobra, estava impedido. Equilíbrio de ações. O time baiano errando passes na transição entre a defesa e ataque, dando oportunidade a chegadas perigosas dos paulistas. 

Aos 32’, noutro passe erado de Armero, Cueva entrou costurando e bateu no canto, errando por pouco. O São Paulo melhor em campo, errando menos, chegando mais. Os donos da casa perdidos, sem achar mais a bola. Mas... 

- Gol ! Bahia, 1 x 0, Régis, aos 40’. Troca de passes entre Mendoza e Rodrigão, que cruzou rasteiro na pequena área para a chegada de Régis, livre, completando. 

- Gol ! Bahia, 2 x 0, aos 44’. Rodrigão roubou uma bola no meio campo, a defesa sampaulina aberta, Zé Rafael deu a Régis que penetrou e rolou para Mendoza finalizar, livre pelo meio. 

O árbitro carioca, aos 47’, inventou um pênalti de Jean no centroavante Pratto; o goleiro saiu e deu um soco na bola, apenas. Ajudinha carioca pros paulistas. 

- Gol ! São Paulo, 2 x 1. Hernanes bateu o pênalti com calma e diminuiu. O jogo acabou. 
O Bahia achou dois gols quando o São Paulo parecia melhor. Mas deu apagão geral na defensiva e o Tricolor baiano se deu bem, aproveitou-se dos descuidos do adversário. O soprador de apito arrumou um gol para os sampaulinos. Como sempre.

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Depois de muita discussão e empurra-empurra entre os jogadores, ainda em função do pênalti mal marcado, as duas equipes voltaram dos vestiários sem mudanças. O tricolor paulista na frente, em busca de um empate. 

- Aos 7’, Régis cobrou escanteio e Édson testou forte, fora. Dois minutos depois, Ze Rafael sentiu a perna e Allione entrou no lugar dele. Armero, lesionado, cedeu lugar a Juninho Capixaba. 

- O São Paulo tem mais a bola, troca passes, tenta envolver... mas aos 15’, num contragolpe, Rodrigão entrou de cara mas bateu fraco nas mãos do goleiro. Marcos Guilherme e Brenner no SP, saem Marcinho e Jucilei. Preto colocou Juninho no lugar de Régis, cansado.

O São Paulo na pressão, todo ao ataque, porém sem muita inspiração. O Bahia fechadinho, apostando no contragolpe, mas encurralado. Sufoco. Faltam pernas? 

O tempo passando, o torcedor tenso, a equipe da casa suportando, sem pressa e sem forças no contragolpe. Aos 45’, Allione fez um gol, anulado, por impedimento (???). Nada mais aconteceu. Valeu pelo resultado.

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Destaques:
A zaga de Tiago e Lucas, o lateral Eduardo, Renê Jr melhor que Édson, Regis na primeira etapa, a luta de Rodrigão e o fôlego/vontade do colombiano Mendoza, guerreiro, o melhor da partida. 

O SP tem bons jogadores mas não achou ainda um jeito de jogar, falta objetividade. A equipe tem a bola mas não sabe bem o que fazer com ela. 

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Domingo, 13 de agosto, 19 hs, tem mais Bahia, contra o Atlético (PR, na Arena da Baixada. 

Vai ser uma guerra, o rubro-negro paranaense entalado com a goleada sofrida na Fonte Nova, no jogo de abertura da competição, 6 x 2, 14 de maio. Vai querer dar o troco.