segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
Colunistas / Esportes
Zé de Jesus Barrêto

COPA DO BRASIL com apagão do Leão: Paraná 2x0

Paraná deu show de equilíbrio e venceu até com facilidade
13/04/2017 às 23:43
O Paraná Clube, que já tinha eliminado o Bahia pela Copa do Brasil, detonou o Vitória na noite de quinta-feira santa, em pleno Barradão, quebrando a guia do Leão, que estava invicto em sua toca, e abrindo boa vantagem para o jogo de volta, pra semana, em Curitiba. A equipe do sul jogou fechadinha, marcou bem ao investidas rubro-negras e o time da casa esteve disperso, muito diferente da equipe guerreira que venceu o Bahia na Fonte Nova, domingo passado.

*
Vitória 0 x 2 Paraná , começo do feriadão da semana santa, pouca gente nas arquibancadas. Tem volta, pra semana, em Curitiba. Lá, o rubro-negro vai ter de vencer por 3 x 0 para continuar vivo na competição. 

A equipe de Argel com duas modificações forçadas: Ramires no lugar de Zé Wélison, no meio campo e Euller voltando à lateral esquerda, substituindo Géfferson.

Bola rolando

Na sua toca, cheio de moral, o Leão rubro-negro foi ao ataque logo iniciado o jogo, acuando o adversário, pressionando com bolas enfiadas e velocidade pelos lados. O Paraná se defendendo e sem achar aquela jogada de puxada de contragolpe.

Assim, por volta dos 10 minutos o apoiador William Farias arriscou de fora e assustou; aos 16, David ganhou pela direita e atravessou a bola alçada, Cleiton Cabeceou para o meio da pequena área mas André Lima não pegou de jeito, perdendo a cabeçada de frente para o goleiro; três minutos depois, lançado em profundidade, o lateral Patrick dividiu com o goleiro, que prevaleceu no lance.

Só aos 28’ o Paraná chutou a primeira bola em gol, numa penetração às costas de Euller, mas Fernando Miguel rebateu. Aí, o rubro-negro aos poucos foi arrefecendo o ritmo e a equipe sulista equilibrou, avançando suas linhas Aos 40’, o apoiador Robson pegou forte de longe e a bola raspou o travessão baiano.

Aos 47’, o goleiro paranaense Leo fez duas ótimas defesas em sequência, evitando que o Vitória abrisse o placar. Na resposta, aconteceu um escanteio favorável ao Paraná; a bola alçada descaiu na pequena área, a defesa rubro-negra cochilou e o zagueirão Ayrton meteu o pé, escorando: 1 x 0 Paraná, aos 48 minutos. 
O Leão começou mandando, mordendo, fustigando, mas foi aos poucos perdendo força e a equipe paranaense surpreendeu com um gol após cobrança de escanteio segundos antes de o árbitro encerrar o primeiro tempo. 
*
No retorno da merenda nos vestiários, um Leão todo ao ataque, buscando o gol de forma desarticulada, e deixando espaços abertos ao contragolpe adversário. Uma partida num ritmo mais animado, porém perigosa de lado a lado, qualquer vacilo...

Logo aos 8 minutos, sem conseguir a penetração desejada, Argel Fucs retirou o veterano Cleiton Xavier e pôs Pineda, mais ofensivo e mais veloz. Pineda na direita, aberto, e David na esquerda, com André Lima enfiado no meio; tome-lhe correria e bolas laçadas de qualquer canto na área adversária! Não funcionou. A zaga sulista se safou bem. 
No mais, nos donos da casa muita ansiedade, a torcida inflamando, inquieta, o tempo passando e o Vitória sem chutar em gol, sem criar chances. Aos 20’, outra substituição manjada e mais ofensiva ainda: saiu o exausto Gabriel Xavier e entrou o garoto Jhemerson. O primeiro lance de perigo surgiu aos 21, num chute meio sem ângulo e enviesado de Pineda que passou perto do poste paranaense. Foi só.

Aos 30‘ Argel foi ao desespero: retirou o apoiador Ramires e pôs o avante Paulinho. “Vamos pra frente e seja o que deus quiser”. Nada ! 

Aos 43’, num contragolpe fatal pelo lado direito, Kanu e Allan Costa cochilaram na bola cruzada rasteiro e Biteco escorou, livre, dentro da pequena área, matando o jogo, fechando o caixão: 2 x 0. 

*

O Paraná é o mesmo que derrubou o Bahia na Copa do Brasil, semanas atrás. Agora, quebrou a guia do Vitória dentro do Barradão, jogando com inteligência, aplicação tática e ótima atuação do seu sistema defensivo. Do outro lado um Vitória sem muita inspiração, todo tempo, e sem imaginação, sem forças na segunda etapa.
Muita vaia das arquibancadas no final. 
**

Domingo de Páscoa

O rubro-negro tem outro compromisso encardido no final de semana, domingo à tarde, já pelas semifinais do Baianão, contra o Vitória da Conquista, no Lomantão. É hora de decisão. 
No mesmo domingo, o Bahia enfrenta o Fluminense de Feira, no Joia da Princesa, também valendo pelas semifinais do Baianão.
**