segunda-feira, 21 de outubro de 2019
Colunistas / Esportes
Zé de Jesus Barrêto

VITÓRIA detona o VASCO 1X0 e segue na C. do Brasil

O gol do Vitória foi marcado por Allan Costa
17/03/2017 às 17:17
O Vitória está classificado e segue vivo na Copa do Brasil, para a fase seguinte da competição. Derrubou o Vasco (RJ) no Barradão ( 1 x 0 ) numa partida jogada com muita garra, deixando a torcida em festa e garantindo o treinador Argel mais um tempo à frente da equipe. 

A equipe carioca está fora da competição e seu treinador Cristóvão pode/deve cair a qualquer hora com essa eliminação. 
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Antes do apito

Barradão, a Toca do Leão em vermelho e preto na noite instável da quinta-feira, a casa não encheu.
O Leão do treinador Argel em campo com o de melhor disponível: Patrick e Géfferson nas laterais, Kanu e Allan Costa no miolo da zaga; William, Ze Wélisson, Claiton e Gabriel Xavier no meio campo. David e Kieza na frente; 
o Vasco precisando vencer, e o treinador Cristóvão (baiano) pondo toda esperança no trio ofensivo, bem rodado: O conhecido Escudero, o meia Nenê, craque do time, e o veterano artilheiro Luis Fabiano enfiado entre os zagueiros contrários. 

O empate em zero favorecia o Vitória. 
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Bola rolando:

- O jogo começou bem pegado, cheio de catimba, cai-cai e muita reclamação a cada soprada de apito e marcação da arbitragem. Mais correria e vontade do que técnica em campo, jogo feio. 

- Logo aos 4’, o veterano Rodrigo, zagueiro capitão vascaíno, saiu, sentindo fisgada num músculo da coxa; entrou Jomar. 

- O Vitória, como de costume, a alçar bolas na área adversária, o famoso abafa, mais ofensivo, chegando mais. 
Depois dos 25 min ... esquentou. 

- Aos 26’, o torcedor rubro-negro reclamou um pênalti, zagueiro do Vasco e atacantes adversários se embolando na área, mas o árbitro nada viu; na sequência, o contragolpe rápido com duas finalizações dos cariocas: Fernando Miguel fez boa defesa em chute de frente de Guilherme, deu rebote, mas Nenê bateu pra fora. Lá e cá, os lances mais emocionantes, até então.

- Aos 31’, Zé Wélisson pegou livre um rebote e mandou bala de longe, a bola cobriu o travessão, assustando os cruzmaltinos. Aos 33’ Nenê deu a resposta arriscando também de fora, um balaço que exigiu a espalmada no alto de Fernando Miguel.

- Aos 37’, Luis Fabiano subiu mais que Kanu, na frente da pequena área, e testou um cruzamento da direita por cima. No contragolpe, aos 39’, a defesa vascaína envolvida, Patrick tentou encobrir o goleiro e perdeu a boa chance de abrir o marcador. 

Primeiro tempo bem movimentado, disputado, equilibrado e com o placar sem gols favorecendo o Leão, o rubro-negro baiano descendo pros vestiários classificado. 

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- Na volta da merenda, vimos o Vasco com uma postura mais ofensiva, jogando mais adiantado e o Vitória na moita, apostando no contragolpe, sua melhor arma. A partida continuou quente, veloz. Brigado e arriscado. 

- Aos 4 minutos, em mais uma bola levantada, Kieza testou forte e colocado mas o goleiro Martim Silva salvou. 

- O gol rubro-negro saiu aos 13’, resultado de mais uma bola alçada; bate-rebate, pelota pererecando, a defesa não resolveu e Allan Costa achou o rebote, bateu rasteiro e abriu o placar, enlouquecendo as arquibancadas: 1 x 0. Então, aos vascaínos, restava buscar o empate que levaria a partida a ser definida em cobranças de penalidades .

Aos 20’, Argel retirou Cleiton Xavier, que correu muito, e pôs Paulinho. Depois, retirou Kieza e pôs André Lima 
- Aos 23’, uma bomba de Zé Wélisson batendo falta, estourando nos punhos do goleirão uruguaio. Aos 24’, Fernando Miguel salvou o empate, defendendo vistosamente uma cabeçada de Luis Fabiano, a queima-roupa. 

- Cárdenas no lugar de Gabriel Xavier, renovando as forças no meio campo. O rubro-negro impondo ritmo e velocidade, dando chutões, e o Vasco mostrando cansaço, marcando frouxo, sem mais velocidade para contragolpear. 

Até o final o Vitória sempre esteve mais perto do segundo gol do que o Vasco conseguir o empate. 
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Destaques

O goleiro Fernando Miguel aparecendo, Patrick fazendo valer sua experiência, o miolo de zaga firme, William Farias em todos os cantos do campo, a raça de Zé Wélisson, a correria de David, Kieza... uma equipe que lutou muito, jogou com raça e mereceu ganhar o jogo, justificou a classificação em casa. 
No Vasco, pouca inspiração.