sexta-feira, 10 de julho de 2020
Colunistas / Esportes
Zé de Jesus Barrêto

LUSTRANDO A BOLA do ano novo 2016 na Copinha

Nesta segunda-feira reapresentam-se os atletas profissionais da dupla Ba Vi, grupos em formação para a longa temporada: Campeonato Baiano, Copa do Nordeste (o Vitória está fora)
02/01/2016 às 20:00
O ano novo da bola já começou no Brasil com a abertura, a primeira rodada da Copinha, a Copa São  Paulo de  Júnior nesse fim de semana.  São 112 equipes de todo o país na disputa, um grande feirão de novos talentos, olhos de cobiça dos empresários sobre eles.

   A Bahia está bem representada: Serrano , Vitória da Conquista, Vitória e Bahia.  A dupla  do sudoeste do estado estreando no sábado.  Bahia e Vitória, cabeça de chaves, jogam no domingo, em Taubaté e Osasco.  

   O rubro-negro está com sua equipe Sub-20 comandada pelo treinador Hamilton Mendes. De fora algumas figurinhas carimbadas – o atacante Rafaelson, os meias Yan e Nickson, o lateral direito Alef e o goleiro Caíque -, já integradas ao grupo de profissionais para a temporada 2016.

  O tricolor preferiu mandar a São Paulo a sua equipe Sub-17 comandada pelo técnico Édson Fabiano.  A ideia é dar cancha, maturidade pra meninada. Ou jogando a meninada no tabuleiro?

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  Apresentação

  Nesta segunda-feira reapresentam-se  os atletas profissionais da dupla Ba Vi, grupos em formação para a longa temporada: Campeonato Baiano, Copa do Nordeste (o Vitória está fora), Copa do Brasil, Brasileirão – o rubro-negro na Série A, o Bahia na Segundona. 

  No Bahia, novidades. Uma nova equipe técnica no comando do futebol  - gerencias, o treinador Doriva, preparadores físicos e de goleiros ... -, a volta do goleiro Lomba e a contratação anunciada de três atletas: o avante Hernane, os meias Luizinho e Juninho.  

 A equipe carece de um zagueiro de respeito, dois alas fogosos e um meio-campista que pense o jogo e tenha poder de decisão, no mínimo.  Depois, muito treinamento em busca de uma liga, da formação real de um grupo vencedor. Só o tempo dirá se é possível. 

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 No Vitória, nenhuma cara nova anunciada até então. A volta de Pica-pau, de Willie e do becão Ednei, além do aproveitamento maciço da garotada das divisões de base. Suficiente?  

Bom lembrar que se foram, da equipe que jogou 2015, os meias Escudero e Rhaynner, o  zagueiro  Kanu, laterais, apoiadores, avantes...  perdas que implicam na armação de uma nova equipe, com outra espinha dorsal.  Trabalho artesanal pro Mancini.



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 Pobres esperanças

  O que se pode esperar  de Bahia e Vitória?  Primeiro que tudo, que ambos estejam na final do Baianão, em maio, disputando o título de Campeão Estadual. Pro Bahia, um tri. Os rubro-negros querem retomar a hegemonia no Estado. O ‘baianão’ serve pra alguma coisa além de engordar os currículos e acirrar a disputa paroquiana ?  A competição é parâmetros para outras, nacionais? 

   A gente espera campos  decentes, gramados que permitam bons jogos, arbitragens com um mínimo de competência,  coerência  e  gente nas arquibancadas...  não só nos bavís. E que tenhamos partidas que se possam ver ao vivo ou pela tevê. Jogos corridos e bem jogados, se possível.  Vale tentar. É um desafio. 

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  O Tricolor disputará uma competição dura, difícil, de boa visibilidade e rendas satisfatórias: a Copa do Nordeste, com rivalidades acirradas, sobretudo entre Bahia, Pernambuco e Ceará. O Bahia é vice e sonha com o título este ano.  O Nordestão tem cá seu charme. 

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  E temos a Copa do Brasil, aquela competição cheia de ‘mata-matas’, em que cada partida é uma final. Os times baianos nunca conseguiram vencer uma. O Vitória chegou perto, já foi vice. É hora de chegarmos a uma nova decisão, coisa a cada ano mais difícil.  Ultimamente temos caído antes das quartas-de-final.  Não dignifica o futebol baiano, seu torcedor.

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   Brasileirões

   Por derradeiro e mais importante vem o Campeonato Brasileiro.  Com uma significativa diferença  entre os rivais Ba Vi. 

   O Vitória vai disputar a Primeira Divisão, ao lado do melhores, a chamada ‘elite’ do futebol  brasileiro. Em princípio, espera-se que o rubro-negro baiano não se limite a lutar em campo para não cair, de novo, para a segundona. Que arme uma equipe que crie condições de  disputar pelo menos uma vaguinha na Libertadores. 

Entendo que é o máximo que podemos sonhar.

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  Atolado na famigerada Segundona, o Bahêa  tem a missão-obrigação de sair da lama e retornar à Série A, o torcedor vai cobrar.  Para chegar a isso é preciso ter equipe competitiva, entrosamento, elenco de qualidade e força para manter o ritmo e a pegada forte até o final de novembro, sem grandes oscilações.  


  A receita todos sabemos, mas a formatação de uma equipe vencedora passa por sorte, por ajustes dentro e fora de campo, por atitudes inteligentes fora e dentro das quatro linhas,  esperteza,  muito treinamento, união e ...  confiança no Clube, na diretoria, diálogo, salários em dia etc...    Será que rola, será que vai? 

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  Olimpíadas !

  2016 é o ano dos Jogos Olímpicos do Rio. Teremos jogos de futebol, masculino e feminino, na Fonte Nova.  

Torcemos muito pelos baianos das águas: o remador Isaquias, os nadadores Allan do Carmo e Ana Marcela, nossos campeões e principais atletas olímpicos. 


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   Feliz  2016

  Sem discursos retrógrados, sem militâncias alienantes, sem ideologias carcomidas, sem ganâncias, sem preconceitos, nenhum, e com todo o respeito pela Natureza, pela diversidade, dizendo NÃO ao atraso...

Que nesse novo ano que mal começou nos seja permitido novamente sonhar.