sexta-feira, 05 de junho de 2020
Turismo

POR DO SOL NA TORRE DE BELÉM EM LISBOA REÚNE MILHARES DE TURISTAS

Um espetáculo que reúne milhares de turistas diariamente
Tasso Franco , da redação em Salvador | 12/01/2020 às 18:09
Por do sol na Torre de Belém
Foto: BJÁ
  Milhares de pessoas assistiram neste domingo, 12, ao por no sol na Torre de Belém, Lisboa, Portugal. Um espetáculo da natureza que se emoldura com a torre em estilo manuelino erguida no século XVI para proteger a margem direita do Tejo. Turistas de todo mundo se aglomeram no cais do Sodré, nas escadarias da Torre, nos restaurantes e bares para assitir a chegada da noite que, nessa época do ano - inverno - mesmo o sol de pondo demora um pouco de escurecer.

   A Torre de Belém (oficialmente de São Vicente) é um ícone de Lisboa. Duvida-se de alguém que visite esta cidade e não vá a torre para apreciar o seu museu, o Tejo e os vários ângulos do monumento por fora. Há roteiros de barcos com passeios pelo Tejo desde as proximidades da divisa de Lisboa com o município de Almada até a ponte de Vasco da Gama depois do Castelo de São Jorge. 

   E o por do sol se tornou uma atração turistica que leva milhares de pessoas às margens do Tejo especialmente entre o Monumento do Descobrimento até a torre, onde já um calçadão à beira rio. São familias inteiras, músicos, turists, artistas, uma festa. (TF)

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A Torre de Belém, oficialmente Torre de São Vicente, é uma fortificação localizada na freguesia de Belém, concelho e distrito de Lisboa, em Portugal. Na margem direita do rio Tejo, onde existiu outrora a praia de Belém, era primitivamente cercada pelas águas em todo o seu perímetro. Ao longo dos séculos foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje a terra firme. Um dos ex libris da cidade, o monumento é um ícone da arquitetura do reinado de D. Manuel I, numa síntese entre a torre de menagem de tradição medieval e o baluarte moderno, onde se dispunham peças de artilharia.

Ao longo do tempo, a torre foi perdendo a sua função de defesa da barra do Tejo e, a partir da ocupação filipina, os antigos paióis deram lugar a masmorras. Nos quatro pisos da torre, mantêm-se a Sala do Governador, a Sala dos Reis, a Sala de Audiências e, finalmente, a Capela com as suas características abóbadas quinhentistas. A Torre de São Vicente (1514) pertence a uma formação de defesa da bacia do Tejo mandada erigir por João II de Portugal, composta a sul pela torre de São Sebastião da Caparica (1481) e a oeste pela Torre de Santo António de Cascais (1488).

O monumento destaca-se pelo nacionalismo implícito, visto que é todo rodeado por decorações do Brasão de armas de Portugal, incluindo inscrições de cruzes da Ordem de Cristo nas janelas de baluarte; tais características remetem principalmente à arquitetura típica de uma época em que o país era uma potência global (a do início da Idade Moderna).

Classificada como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) desde 1983.