terça-feira, 25 de julho de 2017
Tecnologia

SALVADOR: Projeto leva conhecimento digital e literário a escolas

Atende a rede municipal de ensino
Da Redação , da redação em Salvador | 12/05/2017 às 16:27
Tecnologia nas escolas
Foto: PMS
A Escola Municipal do Calafate, na Fazenda Grande do Retiro, recebe o projeto "Conhecimento Itinerante: Digital e Literário", desenvolvido pelo Parque Social, instituição sem fins lucrativos que atua em Salvador com diversas ações socioeducativas. A inciativa acontece dentro das escolas municipais mensalmente, levando a estudantes de 8 a 16 anos atividades que promovam o desenvolvimento social e cognitivo.

O projeto consiste em levar dois ônibus - um equipado com 10 computadores com acesso à internet e outro com acervo de aproximadamente 700 livros infanto-juvenis, além de teatro de fantoches e brinquedos - às escolas municipais para que os alunos participem de exercícios práticos voltados para temas sociais. “A ideia é mostrar inclusão, pertencimento social e igualdade, trabalhando sempre o respeito ao próximo”, conta a coordenadora do programa, Claudiana Melo.

A Escola Municipal do Calafate possui 282 alunos do 5º ano fundamental à Educação de Jovens e Adultos (EJA). Eles são divididos por blocos, faixas etárias e classes para participar dos conteúdos programados pelos educadores do projeto. Os estudantes aprendem a como lidar com problemas pertinentes enfrentados pela sociedade, a exemplos de homofobia, preconceitos religiosos e até Baleia Azul. “Toda a turma é caracterizada pela demanda das próprias crianças, com a linguagem adequada”, explica a diretora da escola, Andreia dos Santos.

As discussões e o aprendizado ocorrem de maneira leve e lúdica com a utilização dos computadores, em um coletivo, e de encenação de teatros de fantoches, no outro, para a realização de pesquisa e difusão de conhecimentos. Além de beneficiar os alunos de escola pública, o projeto atende 50 moradores da comunidade de todas as faixas etárias, diz gerente de projetos do Parque Social, Renata Matos. “A gente reconhece que as comunidades têm problemas, mas têm potencialidades para resolvê-los. Para isso, a gente precisa fortalecer a autoestima dos moradores, os valores sociais e culturais através do empreendedorismo social, que é um caminho que traz ganhos”, pontua.