segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
Colunistas / Política
Tasso Franco

SAÍDA BELLINTANI DA CORRIDA SUCESSÓRIA FORTALECE BRUNO E ISIDÓRIO (TF)

Representou, em parte, uma surpresa o fato de Bellintani desistir de sua candidatura
01/01/2020 às 17:35
  Sem conseguir os apoios necessários à sua candidatura a prefeito da capital, o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, em princípio pré-candidato alinhado na base do governador Rui Costa, o qual chegou a dizer numa emissora de TV que GB lançaria seu nome até o final do ano, hoje, o presidente tricolor diz que vai continuar no Bahia e desistiu de participar da corrida sucessória. No Palácio Thomé de Souza teriam sido lançados foguetes de alegria ao ar. 

   Com a decisão de Bellintani, que na verdade não era alinhado a Rui coisa alguma e sim uma invenção do marketeiro Sidônio Palmeira, da Leiaute, que comanda a conta publicitária do governo, melhora a posição de Bruno Reis, o candidato de ACM a ser lançado dia 6 próximo, e também do sargento e pastor Isidório, do Avante, o qual segue adiante sem apelos para que retirasse seu nome em favor de um consenso na esquerda pro Bellintani.

   O PT também livra-se do fantasma de Bellintani e mais do que nunca tem que correr atrás para lançar um nome próprio a prefeito da capital, a legenda tendo ao menos 7 nomes na pré-disputa, mas, com tendência para o deputado Robison Almeida, que é estadual ligado a Jaques Wagner; ou Nelson Pelegrino, o melhor pontuado nas pesquisas.

   A decisão de Bellintani também afeta o PSB de Lidice da Mata, a qual esperava (ao que se diz) a filiação do presidente do Bahia a hoste socialista. Como Lidice já tinha pré-lançado sua candidatura é provável que retome essa trajetória ou opte pelo nome da deputada Fabiola Mansur, a nossa ver mais adequada e sem os desgastes de Lidice a eterna candidata.

   A saída de Bellintani não chega a ser uma reviravolta no meio político como está se falando até porque não mudou em nada a posição do prefeito ACM Neto, não mudou um centimetro na decisão do pastor Isidório, não alterou a postura da deputada Olivia Ssantana (PCdoB), nem na posição de Bacelar, do Podemos, e apenas aliviou o PT que temia uma intervenção de cima para baixo no partido. (PT)