quarta-feira, 13 de novembro de 2019
Colunistas / Política
Tasso Franco

ELEIÇÕES 2018: O QUE VAI ACONTECER COM A BAHIA E SEU ATRASO

A obra mais importante que existe na Bahia é o Metrô de Salvador que tem 19 anos e pouco mais de 30 km de extensão
28/08/2018 às 10:15

   1. Estamos vivendo o momento da campanha eleitoral para governador da Bahia, Senado, Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Até agora, nenhum dos cinco candidatos apresentou propostas para modernização do estado, enxugamento da máquina pública, uso de novas tecnologias, geração de empregos, privatizações e empreendedorismo. 

   2. Há algum tempo a Bahia parou no tempo, projetos estruturantes estão paralisados, não se inaugura uma fábrica de porte sequer e as perspectivas futuras parecem que não existem para os candidatos. A Petrobras quis hibernar a Fábrica de Fertilizantes do Pólo de Camaçari (Fafen) que dá um prejuizo de R$200 milhões, mas, os politicos baianos foram contra, de todas as correntes.

  3. Nas campanhas, Rui Costa (PT), atual governador e candidato à reeleição, favorito nas pesquisas, só fala que houve um golpe no país e que o governo Michel Temer persegue a Bahia, que ele espera a eleição de Lula para ter um governo alinhado e salvar o país; José Ronaldo, do DEM, diz que vai se espelhar em ACM Neto e duplicar a estrada Ilhéus-Itabuna e voltar o Hospital Regional de Ilhéus. Promete também resolver o problema da segurança pública; e Marcos Mendes (PSOL) já avisou que se eleito retorná a Cesta do Povo. Célia Sacramento (Rede) e João Henrique (PRTB) salvo opiniões no debate da Band estão calados sem fazer campanha de rua.

   4. Veja, pois, o que espera a Bahia a partir de 2019: o velho feijão-com-arroz de construir escolas e hospitais, recuperar estradas, comprar mais viaturas para a Policia, manter a máquina pública inchada e fazer uma ou outra obra com muita propaganda. 

   5. Ninguém fala em privatizar as empresas públicas deficitárias e ineficientes, fechar tribunais de contas que não servem para nada, modernizar a estrutura pública e oferecer melhores serviços, um ensino de melhor qualidade e em tempo integral, reformas estruturantes, nada que seja a modernização do Estado. As Universidades que poderiam dar uma boa contribuição estão comunizadas. 

   6. Tem três domingos que o Fantástico, Rede Globo, mostra a Jornada da Vida, na China, com Sonia Bridi. Nessa reportagem espetacular a jornalista revela-nos como a China mantém suas tradições milenares e se modenizou a depois da revolução depressiva de Mao Tsé Tung. 

   7. Ontem, mostrou a RM de Xangai com 80 milhões de habitantes, a TC Xangai, um metrô com 705 km e uma China com 22.000 km de linhas com trem bala. Mostrou o uso das novas tecnologias nas lojas e o porto de Xangai todo computadorizado. E, uma escola pública em tempo integral com os alunos estudante inglês e novas tecnologias aos 5/7/10 anos de idade. E mais: os professores são obrigados a passar por reciclagens permanentes em testes. Vá fazer isso na Bahia com a APLB no comando de professores!

   8. A china é um país de direção comunista, uma ditadura capitalista com 1.4 bilhão de habitantes, segunda maior economia do mundo e trabalhando a robótica (mostrou até um engenheiro baiano por lá) na linha de futuro. Quer ser a economia número 1 do mundo e todas mutinacionais estão por lá. No Brasil, perdemos várias multis nos últimos anos e a tendência se não houver mudanças é afundar mais no socialismo tupiniquim. Estamos vendo esse filme na Venezuela.

  9. . Pronto: a China não é um único exemplo. Há outros países no mundo nessa mesma direção. E nós, no Brasil, discutindo ainda se é importante fazer uma Reforma da Previdência, se um presidiário pode ser candidato a presidente da República, se as escolas devem ensinar a história da África, e uma série de baboseiras que só levam o país ao atraso. Aqui se discute mais intolerância, segurança, aborto, gênero, etc, do que economia. Os Estados Unidos com Trump, que muitos acham 'maluco' tá com taxa de desemprego abaixo de 4%.

   10. Em 2019, portanto, nem no Brasil; nem na Bahia espera-se algo de novo, modernizante. A maior fonte de renda da Bahia é o ICMS. Alguém fala em um projeto pra trazer indústrias e dobrar a arrecadação do ICMS? Nada. O negócio é fazer hispotal, construir escolas e recuperar estradas.