quinta-feira, 18 de julho de 2019
Colunistas / Política
Tasso Franco

DRAMA de LIDICE em continuar na muleta do PT ou ser terceira via


E pode ser a terceira via, em 2020, na campanha municipal a prefeita de Salvador
20/06/2018 às 13:47

   1. No meio político não há nenhuma surpresa na chapa majoritária do governador Rui Costa à reeleição com João Leão (PP) mantido na vice e Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD) ao Senado. Isso já vem sendo comentado nos bastidores da Assembleia há meses.

   2. Natural na política os muxoxos do PSB da senadora Lidice da Mata e do porta-voz deste partido, Domingos Leonelli. A estratégia dos socialistas em querer desqualificar a personalidade de Angelo Coronel e, com essa postura, sensibilizar o governador Rui a mudar a chapa pode ter até algum sentido, mas, é ingênua, inofensiva.

   3. O PT tornou-se um partido fisiológico há muito tempo e Lidice/Leonelli que representam um único ente no PSB, por suas experiências políticas e anos de estrada, deveriam saber disso. Portanto, esse apelo final do PSB não sensibiliza a direção do PT estadual e muito menos o governador Rui, o qual tendo a responsabilidade de reeleger-se não vai mexer num projeto bem organizado e ao que tudo indica vitorioso para atender sentimentos relacionados ao gênero e a ideologia. 

   4. Ora, na campanha passada, é sempre bom lembrar disso, Lidice foi adversária de Rui na disputa ao governo do Estado e marchou com Marina Silva após a morte de Eduardo Campos, e naquela campanha o comandante petista era o então governador Jaques Wagner que, 4 anos depois, apostou em Rui, isolou Gabrielli, Caetano e outros, e o elegeu. 

   5. Agora, em 2018, o principal responsável por sua reeleição é o próprio Rui, Wagner fazendo parte da chapa ao Senado, mas, sem a responsabilidade que teve em 2014. Por posto, caso Rui não seja reeleito, a carapuça vai para ele.

   6. Daí que o governador não pretende correr o mínimo risco, está muito bem avaliado nas pesquisas, e optará por nomes com maior densidade eleitoral e não há dúvidas no meio político de que o PSD de Otto Alencar/Angelo Coronel os tem mais do que o PSB de Lidice da Mata/Domingos Leonelli.

   7. Otto, hoje, respondeu a Leonelli as criticas que fez a Angelo Coronel, um político - segundo Leonelli -  que “não tem nenhum significado maior na política. Difícil a gente encontrar aqui um feito do tal Angelo Coronel pela Bahia ou pelo Brasil”. 

   8. Palavras de Otto: “Não provoquei Leonelli, mas estou sendo agredido. Ele está agredindo Angelo Coronel, está querendo desqualificar e eu sou o presidente do partido. Se tem algum partido legítimo para reivindicar é o PSD, que está na aliança desde 2014. Todos achávamos que não teríamos sucesso, fomos com os partidos aliados, PCdoB, PDT, então não vejo qual a legitimidade maior que tem o PSB. Até porque na época o PSB saiu com candidatura própria”

   9. Quanto ao ex-presidente da Assembleia, novo socialista Marcelo Nilo, sinalizar que pode apoiar o nome de Jutahy Magalhães Jr (PSDB) a senador alertando que seu compromisso é apenas com Wagner e Rui trata-se mais de um balão de ensaio do que qualquer outra coisa. Nilo também sabe, e historicamente isso acontece desde 1986, que o governador eleito puxa em bloco os candidatos ao Senado. 

   10. E veja que assim foi em 2010 quando Lidice elegeu-se senadora ao lado de Pinheiro. Ora, quem os elegeu foi a performance de Wagner reeleito no primeiro turno para o cargo de governador. 

   11. A possibilidade de Lidice integrar uma outra chapa como gostariam o DEM e o MDB é nula, pois, destruiria seu discurso ideológico. E a possibilidade, também, dela sair como candidata ao Senado, single, não existe. É derrota antecipada.

   12. O mais sensato, nos parece, é Lidice candidatar-se a deputada federal e voltar ao sonho de ser a terceira via futura nas eleições municipais de Salvador. E quando a Nilo basta um assessor politico de Rui chamá-lo para saber se ele é governo ou oposição que sua faromba acaba. O próprio Nilo quando presidente da Assembleia dizia que quem é da base do governo vota a favor do governo em qualquer projeto do esecutivo; e a oposição vota contra.