quarta-feira, 23 de outubro de 2019
Colunistas / Política
Tasso Franco

SEM SURPRESAS, Neto anuncia Bruno Reis na vice, candidato desde 2013

Já era mais do que esperado
05/08/2016 às 18:54
 Sem surpresas, o prefeito ACM Neto (DM) confirmou "oficialmente pra vcs, em primeira mão, que o candidato a vice na minha chapa será o deputado estadual Bruno Reis (PMDB)". 

   Reis é pré-candidato a vice-prefeito desde 2013, quando filiou-se ao PMDB com o beneplácito do prefeito e os santos óleos de Geddel Vieira Lima. Na época, Neto afirmou que estava nascendo na sede do PMDB, na Pituba, uma "aliança política duradoura".Hoje, pagou a promessa.

   O mais que se passou de lá para cá foram marolas politicas incentivadas por um órgão de comunicação ligado ao prefeito e outros veículos que, discretamente ou abertamente, apoiavam outros nomes do PSDB e do PRB. 

    Mas, a rigor, ninguém concorria com Bruno pra valer porque a escolha de Neto acontecera há quase 3 anos, foi alicerçada por ele e reforçada na hora em que Reis foi posto secretário da Prefeitura, deixando a Assembleia para conhecer os meandros da gestão municipal, e dando sua vaga a Herzem Gusmão (PMDB) de Conquista.

   Esqueceram dessa barganha que era também uma ajuda a Geddel em Conquista? Pois, aconteceu.

   O nome de Bruno ficou ainda mais forte e plenamente consolidado quando a presidente Dilma Rousseff foi afastada temporariamente do poder central e Geddel Vieira Lima tornou-se um poderoso ministro do governo interino de Michel Temer, com boas chances de ser ministro definitivo até 2018. Aí saiu o financiamento do BRT/Ogunjá.

   Então, a rigor, Bruno tem dois padrinhos fortíssimos e mais um outro que chegou para ser o porta-voz bombeiro da provável e alardeada disputa final, o deputado Benito Gama, do PTB. 

   O PSDB nunca teve nome competitivo e estava dividido com duas correntes dos deputados Antonio Imbassahy (Paulo Câmara) e João Gualberto/Neto (Sylvio Pinheiro); o DEM tinha Carreira, mas, jamais aconteceria uma chapa DEM/DEM; o PV tinha Célia Sacramento que já havia cumprido e bem seu papel; e o PRB, João Roma, que sequer é político.