quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020
Colunistas / Política
Tasso Franco

SINAIS DE MARASMO no marketing politico da Bahia na campanha 2016 (TF)

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09/07/2016 às 19:43
  1. Está um marasmo no 'mundo' do mercado do marketing político na Bahia como nunca se viu desde a primeira campanha pós fim da Lei Falcão, em 1986, na disputa entre Waldir Pires (PMDB) e Josaphat Marinho (PFL). Estamos em meados de julho e eu, que já sai do MP há algum tempo, tenho recebido curriculos de colegas e de outros profissionais do marketing, a procura de colocações.

   2. Dois são os principais motivos que levaram esse mercado do declínio: a Operação Lava Jato que afastou os grande financiadores de campanha e por tabela os médios e pequenos financiadores, até por medo; e a mudança na lei eleitoral com convenções que acontecerão até 10 de agosto e campanhas só no final de agosto, o que encurta o tempo de exposição dos candidatos e reduz a ação do marketing.

   3. Tá uma choradeira no mercado baiano impressionante. No caso da capital, principal mercado, ACM Neto é o prefeito e mesmo todo mundo sabendo que ele é candidato à reeleição, nada fala oficialmente; e a oposição ao Democratas, fragmentada da forma em que se encontra, salvo as pré-campanhas de Alice Portugal (PCdoB) e do deputado Isidório (PROS) ainda não definiu, de fato, a provável chapa PSB/PT.

   4. Ao que se comenta no mercado, a senadora Lidice da Mata ainda estaria com pendências a pagar do marketing de sua campanha a governadora, em 2014, e sem o apoio petista - governador à frente- dificilmente terá fôlego para organizar um marketing pujante.

   5. Isidório faz marketing popular ao seu estilo e os investimentos no mercado são ínfimos; e Alice Portugal tem o estilo organizado pelo PCdoB também pouco expressivo no mercado. Pronto. Só tem isso aí e acabou.

   6. Pesquisas de opinião murcharam não só na Bahia, como em todo país. Segundo a colunista Vera Magalhães, Radar/Veja, o antes pujante mercado de pesquisas eleitorais sofre com a escassez de recursos para campanhas este ano.

   7. Até a semana passada, apenas 713 sondagens de opinião sobre as disputas para prefeito em todo o Brasil foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral — uma queda de 24% na comparação com o mesmo período de 2012, quando também houve eleições municipais. 

   8. Minas Gerais é o estado onde os institutos tiveram maior perda. De janeiro a junho deste ano foram registradas 37 pesquisas. Há quatro anos, o número era de 137. Minas tem mais de 700 municípios.

   9. Na Bahia, então, que o mercado de pesquisas já era pequeno definhou de vez, salvo aquelas pesquisas feitas no interior, de pouca confiabilidade.

   10. Falar no interior, Feira, Conquista, Itabuna, Ilhéus, Camaçari, Teixeira, Lauro e outros principais centros eleitorais o marasmo é idêntico ao da capital. Há muitas pré-campanhas lançadas e pré-candidatos andando e fazendo política, mas, ainda sem um reforço do marketing.

   11. Em tempos idos, a essa altura do ano, já estava todo mundo com equipes montadas e com produções preliminares da pré-campanha estabelecidos. Hoje, pouca coisa se ouve falar.

   12. Há quem diga que esta será a campanhdas redes sociais. Duvido muito. Pode ter alguma influência nas grandes cidades e só. O velho esquema das bases, dos vereadores, da TV e do rádio, etc, é que ainda vai funcionar.