segunda-feira, 14 de outubro de 2019
Colunistas / Política
Tasso Franco

GOVERNO de Temer começa tímido e distante do que deseja a sociedade

Essa é a realidade da largada do governo Michel Temer
16/05/2016 às 21:14
   1. O presidente em exercício, Michel Temer, começa seu governo de 180 dias e mais prováveis dois anos de forma tímida para o que está a exigir a sociedade. Até agora não houve nada de significativo para compensar o esforço de quem foi às ruas pedir o fora Dilma Rousseff. É claro que fazendo um governo de coalização para agradar a todos os partidos de sua base alidada, até se entende essa postura de Temer e creio que, por sua experiência de vida ele sabe, meis do que ninguém, que se espara mais do governo.

    2. Ora reduzir ministérios para 21 significa pouco na folha de pessoal uma vez que os servidores continuam a existir e são relocados para outros locais. Acabou-se, por exemplo, o Ministério da Cultura , mas segue uma Secretaria ligada ao Ministério da Educação com os mesmos, a mesma panelinha Sul Maravilha por lá. Há uma grita, natural no meio artístico, daqueles que vivem sempre as custas do governo.

   3. O Ministro do Planejamento, Romero Jucá anuncia um corte de 4.000 servidores em cargos comissionados, uma 'titica de galinha' num universo de 22.000 só de níveis superiores e mais 85.000 em níveis médios. Se o ministro dissesse que iria 40.000 ainda era era pouco. Ao falar em 4.000 está zombando com a sociedade brasileira que paga essa conta para gente que pouco ou quase nenhum trabalho realiza.

   4. O pior anúncio veio do ministro da Fazenda, Henrique Meireles, avisando que o governo analisa a possibilidade de criar um imposto temporário (uma nova CPMF) para fazer o ajuste fiscal. Essa, aliás, é a receita mais fácil de ser aplicada em qualquer governo. Mais imposto e menos comprometimento. Se o governo reduzir sua máquina para 10 a 12 ministérios e um corte em 80.000 apaniguados faria o ajuste fiscal numa boa. Ademais poderia também privatizar um monte de estatais que não servem para nada, salvo dar prejuizos.

   5. Pra que o governo quer bancos e empresas de energia? Quando a Bahia privatizou a Coelba dizia-se que seria o fim do mundo. E a Coelba está aí, hoje, prestando melhor serviço do que antes. Quando o governo fechou o Banbeb foi aquele alarme. O que se viu? Só marola. O Baneb era um saco sem fundos e não fez a menor falta, salvo, claro, para aqueles que usufruiam do Baneb. No final de um dos governos baianos flagraram um servidor levando um saco de dinheiro.

   6. A única ação objetiva, boa, segura, firme do governo Temer até agora foi a decisão do ministro das Relações Exteriores, José Serra, de enfrentar as republiquetas bolivarianas - Venezuela, Equador, El Salvador, etc - que ficam fazendo marola pró Dilma, como fizeram pró Lugo, no Paraguai. Serra está certo. O melhor que o Brasil pode fazer é romper relações diplomáticas com a Venezuela. Na época de Lula, Chavez e a petrolifera venezuelana assinaram termos de compromissos de investimentos na Refinaria Abreu de Lima (PE) e o Brasil tomou uma tunga. 

   7. Então, fechando nosso comentário, tá certo que Temer ainda está 'pisando em oovos' tem um mandato inicial de 180 dias, mas a população exige mais do governo. Por enquanto está devendo. Já disse que não vai fazer milagre, porém, pelo menos ser mais contundente.