quarta-feira, 23 de outubro de 2019
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Tasso Franco

Base governista na Assembleia é mantida após votação do impeachment

A Polícia Militar da Bahia forma, nesta terça-feira (19), às 17h, no Departamento de Apoio Logístico (DAL), CAB, 32 policiais militares no Curso de Patrulhamento Tático Móvel 2016.
20/04/2016 às 11:24
  1. A votação da admissibilidade do impeachment na Câmara dos Deputados na noite do último domingo com todas as nuances partidárias, alguns partidos da base do governo Rui Costa fechando questão nacional contra Dilma, em especial PP e PSD, por enquanto não altera as relações de forças do governo na Assembleia Legislativa da Bahia. O governo Rui continua com maioria ampla (42 deputados) contra 21 da oposição.

   2. Os casos mais rumorosos e citados por alguns parlamentares em off com o Bahia Já foram as abstenções ao voto dos parlamentares pepistas Cacá Leão e Mario Negromonte Jr, os quais teriam participado de um jantar na casa do deputado Ronaldo Carletto, em Brasília, com o governador Rui Costa, e estavam contabilizados como votos Não ao impeachment. 

   3. No momento dos votos se abstiveram e Rui que imaginava dar 24 votos favoráveis a Dilma deu 22 a maior percentagem entre os estados (62%). Minas Gerais, governada por outro petista (Fernando Pimentelk) deu apenas 23%.

   4. O PSD comandado por Otto Alencar cravou Não; o PSB, de Lidice da Mata, com Bebeto Galvão também disse Não;. e o PDT de Félix Mendonça Jr outro Não.

   5. Todos esses partidos integram a base do governo Rui na Assembleia e modificações poderão ocorrer caso o Senado aceite a denúncia contra Dilma e vote por seu afastamento do governo. Aí é do jogo da política para onde irão o PSD e o PP partidos que têm muitos deputados na Assembleia (12 no total) e como se dará a rearrumação. Caso Dilma seja mantida tudo fica como está.

   6. O que se comenta é que os três senadores da Bahia votariam alinhadas com Dilma, embora Lidice da Mata e Walter Pinheiro, estejam, no momento, engajados num projeto romântico, sonhador, de conseguirem jutamente com Capibaribe, Cristovam e Paim um pacto pelo Brasil para salvar o governo do atoleiro.

   7. Ora, hoje, o país está dividido, numa situação de conflito ou pré-conflito e um pacto dessa natureza jamais vingará. Otto, Pinheiro e Lidice vão ter que se definir na hora H pelo Sim ou pelo Não. Pinheiro já deixou o PT mas é cortejado pelo PSD e estaria cotado, segundo comentários na Assembleia, para ser secretário de Educação do Estado, o que poucos acreditam. Seu suplente é Roberto Muniz, rifado por Leão, PP, em 2014, hoje, engenheiro trabalhando em SP, longe da politica. Disse-me, recentemente, que não quer nem saber dela.

   8. O PSL de Marcelo Nilo que tem 8 deputados segue com Rui. Mas, Marcelo quer ser senador, em 2018. E precisa da vaga de Lidice porque a do PT de Pinheiro vai para Wagner ou outro petista. E se Lidice apoiar Dilma e seu governo sobrevier, alguém vai tomar essa vaga de Lidice? Impossível. Lidice sabe fazer politica e vai costurar, amarrar bem esse voto.

   9. PCdoB é força auxiliar do PT segue na base ruista. O PTN idem. Esse o quadro na Assembleia, que, por enquanto, continua como está, Rui com ampla maioria e fortíssimo com Dilma. Se a presidente sobreviver no comando do governo aí vai ficar mais forte ainda.