quarta-feira, 23 de outubro de 2019
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Tasso Franco

A SUCESSÃO EM CONQUISTA: PMDB e PCdoB apostam na cisão do PT

O Estado da Bahia e a Prefeitura de Salvador iniciam nesta terça-feira (3), na Arena Fonte Nova, em Salvador, a negociação de dívidas tributárias com cidadãos e empresas
04/11/2015 às 13:44
  1. Foram dados os primeiros movimentos à sucessão do prefeito Guilherme Menezes (PT), em Vitória da Conquista, com os pré-lançamentos dos nomes dos deputados Herzem Gusmão (PMDB) e Jean Fabrício (PCdoB). O PT, partido que governa o município há 20 anos, ainda não definiu o nome que disputará o pleito. Há, nos bastidores, uma disputa interna dos grupos do prefeito Guilherme (majoritário) e do deputado federal, Waldenor Pereira.

   2. É apostando nessa dissidência que o PCdoB, até então força auxiliar do PT no município, deseja emplacar o nome de Fabrício, deputado com atuação discreta em segundo mandato na Assembleia Legislativa. Junto à população, hoje, a missão inicial de Fabrício é provar que sua candidatura é pra valer e não haverá recuos, como aconteceu em 2012. Há, ainda, desconfiança da população, de que o PCdoB acabe se juntando novamente ao PT. Portanto, enquanto Fabrício não oficializar seu nome, em Convenção, fica a dúvida.

   3. Em relação a 2012 pelo menos existe uma componente nova que é o impedimento de uma candidatura de Guilherme Menezes, o qual vai completar 8 anos de mandato e não pode mais reeleger-se. Fabrício e o PCdoB acreditam que essa é uma boa chances dos 'comunistas' emplacarem a Prefeitura. 

   4. O PT, no entanto, não deverá 'entregar a rapadura' com facilidade. Diz-se que Guilherme tem nome forte do seu secretariado para lançar candidato e o grupo de Waldenor, tanto tem o nome de Waldenor; quanto o do deputado e ex-prefeito José Raimundo. O problema é que esses dois grupos não se bicam, ainda que possam marchar unidos se conseguirem um consenso do nome a candidato que agrade a ambos.

  5. Essa será uma missão de alto coturno e que deverá envolver o presidente do partido, Everaldo Anunciação, e até o governador Rui Costa. O PT não vai deixar que no terceiro colégio eleitoral do estado, o partido se apresente fragmentado.

   6. Quem também aposta nessa provável fragmentação é Herzem Gusmão, o eterno candidato do PMDB, derrotado por Guilherme na última eleição. Agora, caso Fabrício mantenha a candidatura, Gusmão passa a ter mais chances, mas, dependerá das alianças que venha a fazer com o DEM/PSDB e outros prováveis aliados.

   7. O PSB da senadora Lidice da Mata, ao que tudo indica, deverá compor com o candidato do governo estadual, de quem é aliada. Arriscar uma quarta via, em Conquista, mesmo com segundo turno, é improvável. A pré-candidatura de Nilo Coelho parece sepultada e PP e PSD devem compor com o PT.

   8. Como em Conquista as eleições são de dois turnos, tanto Herzem, Fabrício, Waldenor/Zé Raimundo podem arriscar sem perder os mandatos. Caso haja um segundo turno PT x PMDB, o PCdoB deverá compor com o PT; se for o inverso, PCdoB x PMDB, o PT apoia o PCdoB. Agora, se der PTxPCdoB no segundo turno, o PMDB fica como fiel da balança, e sabe Deus com quem vai se compor.

   9. Esse é o quadro inicial em Vitória da Conquista.