sexta-feira, 05 de junho de 2020
Colunistas / Política
Tasso Franco

NILO adia sonho de ser governador para 2022 e lutará pelo Senado

Nesta terça-feira, 11, deverá ser votado no plenário da Assembleia Legislativa o reajuste do Poder Judiciário da Bahia
10/08/2015 às 19:38
   MIUDINHAS GLOBAIS:

   1. Na entrevista que o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, deu hoje à imprensa ficou evidente que o parlamentar vai concorrer mais uma vez à presidência da Casa, em 2017, ocupar também a presidência do PL estadual, constituir uma bancada de 9 deputados estaduais (5 serão egressos do PDT e fala-se mais 1 do PMDB, 1 do PSL, 1 do PSL e 1 do PRP) e uma base política no interior com 57 prefeitos. Com isso, entende que terá chances de integrar a chapa Rui 2018 que possuirá 4 vagas: a de governador, a de vice e de dois senadores.

   2. A observação agora é nossa: Para governador o candidato natural é Rui, o qual disputará a reeleição. Para vice, se conseguir sair-se bem da Operação Lava Jato, parece-nos que João Leão tem tudo para seguir firme. O PP tem três federais e 5 estaduais e muitos prefeitos. Restariam as duas vagas para o Senado. Se Wagner quiser, uma será dele. 
Em tese, a que hoje pertence a Walter Pinheiro. Ainda que não seja Wagner, o PT vai querer a vaga, partidariamente para um nome seu. 

   3. Resta, portanto, a vaga da senadora Lidice da Mata, cujo partido, tá meio lá; meio cá com Dilma, ainda que Lidice integre a base de Rui com seu PSB.

   4. Creio que é nessa vaga que Marcelo estaria de olho uma vez que Otto Alencar já é senador pelo PSD até 2022, é amigo de Nilo, e não seria óbice. Tem todo sentido. Lidice, atualmente, solta umas farpas em direção a Dilma (veja na editoria de Politica critica de Luiza Maia ao comportamento de Lidice), o mesmo acontecendo com o deputado Bebeto Galvão e seu sindicalismo de resultados. Esta, portanto, será a vaga que Nilo pleiteará.

   5. Na eleição passada majoritária ele confessa que foi convidado por Wagner para ser candidato a senador, mas, declinou entendendo que poderia disputar a cabeça da chapa a governador. Como não conseguiu viabilizar essa candidatura (Wagner optou por Rui) ainda tentou ser o vice. Perdeu a vaga de vice, na sua ótica, porque não era presidente regional do PDT. E ficou de fora, uma vez que Otto Alencar fora o sacramentado para o Senado.

   6. Marcelo, no entanto, não desistiu do seu plano original de ser governador da Bahia. Admite que, em 2018, não tem como, pois, em sendo Rui governador a vaga é dele e o apoiará. Não fala explicitamente que deseja uma das vagas ao Senado, mas, avalia e admite, que, se em 2014, não pretendia morar em Brasilia e sim no Palácio de Ondina, agora, topa morar no Planalto Central. Ou seja, ser senador. Como a Câmara Alta só tem 81 senadores será mais fácil aparecer, diferente do que acontece na Câmara dos Deputados.

   7. Aí, outro raciocínio nosso: em 2022, maduro na politica, bastante experimentado e com uma base consolidada será a vez de Marcelo chegar a Ondina.