quarta-feira, 16 de outubro de 2019
Colunistas / Política
Tasso Franco

DEBATE COM CANDIDATOS a governador na TV Record BA foi insosso

ESSA É A NOSSA OPINIÃO
27/09/2014 às 15:32
O debate realizado pela TV Record Bahia entre os candidatos a governador da Bahia foi insosso, sem tempero, enjoativo.
 
   Salvo Marcos Mendes (PSOL) o qual se mostrou mais combativo embora deselegante, o que ensejou dois direitos de respostas de Paulo Souto (DEM) e Rui Costa (PT) os candidatos apenas cumpriram um compromisso a mais de campanha e nada de novo acrescestaram o que pudesse motivar o eleitorado.

   Os dois nomes que polarizam a disputa, Paulo Souto (DEM) e Rui Costa (PT), se alfinetaram o tempo todo, sem relevância aos olhos do telespectador, e quando tiveram a oportunidade única de se enfrentarem Rui perguntou a Souto o que seu governo teria feito pela infra-estrutura no estado e pela mobilidade urbana. 

   A pergunta tinha o óbvio propósito de, na tréplica, mostrar as realizações de Wagner, mas, Rui não soube fazer isso devidamente e se perdeu na citação de uma redução de custos do sistema emissário submarino.

   Além de ter perdido uma boa oportunidade de falar nos 7.000 km de estradas e nas obras de mobilidade de Salvador, Souto aproveitou para dizer que Rui conhecia pouco a Bahia e se fosse mais racional poderia reconhecer as obras do seu governo, entre outras, a do Bahia Azul que alavancou o estado da posição com 26% de saneamento para 70%, os anéis rodoviários de Feira e Itabuna, a Avenida Gal Costa e participação no Metrô da capital.

   A senadora Lidice da Mata (PSB) esteve bem no debate e defendeu seus pontos-de-vista sobre a "revolução" na educação e a sua politica para o semiárido baiano, esta última, pergunta feita por Souto.

  Em termos de propostas para o eleitorado esse foi o melhor diálogo do debate (Lidice/Souto) sobre a abordagem ao semiárido e o que fazer para minorar os problemas da seca e as soluções, o uso de novas tecnologias e os investimentos culturais e em turismo.

   Quando Lidice foi questionada por Marcos Mendes (PSOL) se ela continuaria sendo um braço auxiliar do PT, a senadora respondeu em tom mais elevado destacando que isso jamais aconteceu, seu partido ajudou a eleger Wagner e a participação no governo petista na pasta do turismo deu uma grande contribuição ao Estado. 

   Sobre o financiamento de sua campanha por empresas como a Friboi e Suarez, pergunta também de Mendes, Lidice destacou que as constribuições à sua campanha estão respaldadas em lei e com prestações de contas transparente (sem caixa dois) junto ao TRE.
  Renata Mallet (PSTU) e Rogério da Luz (PRTB) tiveram participações discretas, Mallet concentrando suas propostas mais junto aos servidores municipais e Da Luz falando em meritrocracia. 

  Quem imaginou que a denúncia da Dalva Sele feita a Veja sobre o provável "Mensalinho" do PT na Bahia pudesse ser o tema que norteasse o debate se enganou. Apenas Rui Costa, no direito de resposta a Marcos Mendes tratou dessa questão enaltecendo que nada tem a temer ou a dever. 

  No mais, um mar de promessas dos candidatos do PT, PRTB e PSB contabilizadas juntas foram 15 novos hospitais e 620 novos colégios em tempo integral, entre outras.

  Do ponto de vista do eleitorado, o debate não acrescentou nada, nem serviu para que as pessoas pudessem tirar melhores avaliações e até mudar de voto. Realizado muito tarde, ainda mais numa sexta-feira, começou quase 11 horas da noite e terminou às 0.23 min de hoje. Insosso é pouco.

   O debate da TV Aratu, ás 11h, com os candidatos ao Senado foi mais elucidativo.