quinta-feira, 23 de setembro de 2021
Colunistas / Política
Tasso Franco

RUI COSTA larga bem no programa eleitoral e Souto foi apenas mediano

É o nosso comentário sobre o primeiro programa eleitoral na TV
20/08/2014 às 15:35
  Os (as) candidatos (as) a governador da Bahia iniciaram nesta tarde de quarte-feira, 20, seus programas eleitorais na TV e no Rádio. Diria que, no confronto dos dois nomes mais competitivos, segundo as últimas pesquisas Babesp e Ipesp, Paulo Souto (DEM) e Rui Costa (PT), o petista levou a melhor com um programa mais alegre, mais bem elaborado, apresentação musicada do seu curriculo e sustentação em Wagner, Dilma, Lula e Otto. 

   Rui se apresentou tentando mostrar que tem luz própria ao situar que pretende fazer um novo governo para uma nova Bahia. Evidente que, com isso, Rui não quer dizer que o governo do seu principal apoiador e padrinho, Jaques Wagner, seja a velha Bahia. 

   No programa, a tese principal se sustenta no querer mais (Mudar Mais) e Rui é apresentado como o "cara" novo, até para fazer contra-ponto a Paulo Souto, considerado pelos petistas como o "cara" velho, ou como estão enfatizando nos programas "a turma do atraso". 

   Rui destacou ainda sua trajetória politica a partir do bairro da Liberdade e cunhou uma boa frase "do governo com a alma da Liberdade". O candidato petista aparece em seu depoimento na estação do Metrô acesso Norte e Lula, ao referendar o seu nome disse que "aconteceu com Rui o metrô", e Dilma situou que ele (Rui) "foi um grande parceiro" nos projetos federais na Bahia.

   O programa foi bem pra cima, como era esperado, destacando as obras dos governos estaduala e fedeal no estado, o Minha Casa Minha Vida, Água para Todos, Topa e outros. O jingle pra finalizar o programa é meio insoso. Mas, ainda assim, tem bom refrão: "A Bahia já mudou e vem pra fazer melhor com Rui governador".

   O programa de Paulo Souto foi apenas mediano a down. Não se apresentou o candidato do DEM com um astral pra cima como é tradicional nessa fase incial de campanhas na TV. 

   Entrou direto na casa do telespectador, sem uma vinheta, sem uma musiquinha, já falando por que disputa mais uma vez o cargo de governador e abordando temas cruciais para o estado: segurança, saúde e educação. Amparou-se em depoimentos de personalides, ACM Neto, Ivete Sacramento, Liliane Souza, etc, e poderia ter dado mais espaço ao prefeito da capital.

   Alguns letreiros do seu programa estavam confusos para entendimento do telespecador e só melhorou sua presença na teleinha, no final do programa, quando reapareceu para dizer que vai prometer o que pode realizar. 

   O DEM adotou como lema a inovação e já anunciou que pretende introduzir no estado o SAC Segurança, a Poupança Jovem e o Click Saúde. Depois, certamente vai traduzir em miúdos o que isso significa.

   No final, seu programa fez um comercial dando um cacete no governo Wagner enfocando a questão da insegurança na Bahia, a saúde precária e as escolas como sendo as piores do Brasil. Provavelmene vai ensejar o primeiro direito de resposta ao PT.

   A senadora Lidice da Mata, como era de se esperar, prestou uma homenagem a Eduardo Campos. Uma corrente de esperança para mudar a Bahia e o Brasil, segundo a candidata do PSB. A promessa principal, o foco, é não desistir do Brasil (e da Bahia) a emblemática frase de Campos no JN. 

   O primeiro programa eleitoral da candidata também destacou os avanços conseguidos por Eduardo durante sua gestão no governo de Pernambuco. O ex-candidato à presidência, que era do mesmo partido de Lídice, governou o estado vizinho por mais de sete anos e apoiava a candidatura dela ao governo da Bahia.

   Marcos Mendes (PSOL) foi inovador na abertura do seu programa e abordou o financiamento das campanhas dos seus aversários pelas multinacionais. Da Luz, do PRTB, mais envelhecido do que em campanhas anteriores, defendeu a meritrocracia. Renata Mallet, do PSTU, diz que seu nome representa o novo e não a velha politica baiana de sempre.
 Uma cuirosidade interessante nos programas é de que, quase todos os candidatos, se apresentaram com uma proposta que foi apresentada por ACM Neto, na disputa de 2012, de fazer um governo diferente, ser diferente. Até Rui.
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   Os programas dos candidatos a deputados estaduais não dão pra comentar.

   Os candidatos ao Senado estiveram bem. Eliana Calmon, do PSB, fez uma fala sensata e até um pouco emotiva sobre Eduardo Campos e que vai lutar pos seus ideais.

    Geddel esteve bem com uma fala leve, descontraida e mostrando o que pretende fazer no Senado. Recebeu adirmações de ACM Neto, Paulo Souto, de sua mãe e do seu irmão Lúcio. 

   Otto Alencar também esteve bem na telinha mostrando sua trajetória desde a cidade de Ruy Barbosa, onde nasceu e viveu até a adolescência, depoimentos de amigos daquela época em especial de Nego Binho, e sua trajetória política, desde o convite de ser candidato a vice-prefeito de Edvaldo Brito até hoje, com Wagner. Só esqueceu de falar de ACM. Mas, passou.