sexta-feira, 18 de outubro de 2019
Colunistas / Política
Tasso Franco

COMEÇOU a temporada de promessas ao nobre, querido e amado ELEITOR

O eleitor, neste momento é tratado como um nobre. Depois, vira plebeu.
16/07/2014 às 09:46
 1. Passada a Copa do Mundo, as campanhas políticas ganharão mais espaços na midia nessa fase preliminar de visitas ao interior, até a chegada do horário eleitoral. Por enquanto, até que seja divulgada uma nova pesquisa, nada de novo no front. Os candidatos a governador da Bahia estão gastando sola de sapato, como se diz na política, inaugurando comitês e fechando alianças com as lideranças. 

   2. Há, no âmbito da candidatura de Paulo Souto (DEM), uma movimentação bem maior do que a que aconteceu em 2010. Segundo interlocutores do candidato, Souto se sente melhor amparado com o apoio estruturante de mais de uma dezena de partidos, e o PMDB, em especial, está dando uma maior sustentabilidade ao candidato (isso em relação a 2010) e tem a novidade que é o prefeito ACM Neto, hoje, fazendo o papel do avô ACM e dando suporte a Souto e a candidatos a deputados usando a sua imagem nas propagandas.

   3. Esse é um contra-ponto valioso a Rui Costa, o qual tem Dilma e Wagner dando-lhe suporte, além de Lula. Rui inaugura seu comitê na capaital na próxima sexta para oxigenar a campanha, virar noticia, uma vez que comitê torna-se letra-morta na maioria das campanhas, sobretudo depois que se inicia os programas eleitorais no rádio e na TV. Rui utiliza bem as redes sociais, mas, tem pouco mais de 5.000 seguidores no twitter. É nada.

   4. A senadora Lidice da Mata (PSB) faz o que pode. Tem pouco apoio politico, porém, tem densidade eleitoral sobretudo nas grandes cidades. O quanto pode alguns dos prefeitos do PSB estão sendo cooptados pela poderosa máquina. Lídice resiste. É boa política e difunde uma revolução na educação. Dificil acreditar nisso. Todo mundo que usa essa palavra revolução em algo nunca cumpre porque a dimensão da palavra é maior do que os atos. Mas, faz parte do processo. 

   5. Também já está em curso a safra das promessas. Político que não promete não serve. O povo adora promessas mesmo sabendo que a maioria delas nunca é cumprida e ai daquele que for a um município e não prometa. Na lógica da politica, uma coisa é a campanha; a outra o governo quando se chega ao poder. Aí as promessas são reavaliadas e faz-se o que se pode. Agora, sem promessas não dá.

   6. As promessas só não podem ser muito cabeludas. Vavá Lomanto entrou para o folclore da política baiana assim. Teve uma eleição, em Salvador, que Pedro Irujo prometeu um bondinho entre os Aflitos e a Liberdade, pela encosta. Ficou conhecida como a promessa do "bondinho voador". Nunca foi feita. Mas, o povo adorou.