sexta-feira, 05 de junho de 2020
Colunistas / Política
Tasso Franco

Uma análise sobre a pesquisa DataFolha e o segundo turno

Dimuniram os números de indecisos
04/07/2014 às 10:30
 1. A pesquisa DataFolha divulgada hoje pela Folha de São Paulo com campo dias 1 e 2 de julho, mais de 2800 entrevistados, revela que a Copa vem fazendo bem a presidente Dilma Rousseff, a qual saltou de 34%, em 3/5 junho último, para 38%; enquanto Aécio Neves teve uma pequena variação de 19% para 20%; e Eduardo Campos de 7% para 9%. O pastor Everaldo (PSC) se manteve com 4%; Luciana Genro, do PSOL, aparece com 1%; Eduardo Jorge (PV) 1% e Mauro Iasi (PCB) 1%. 

   2. O que mais chamou a atenção foi o fato de que havia, em junho último 30% do eleitorado que não votaria em nehum desses candidatos e esse número despencou 6%, ficando agora com 13% que assinalariam branco/nulo; e 11% nenhum. A tendência é de que esse percentual, hoje, em 34%, caia ainda mais quando vai se aproximando o momento da eleição.

   3. Outro dado significativo da pesquisa revela que, apesar do crescimento de Dilma em mais 4 pontos, a possibilidade de um segundo turno ficou mais evidente. Em junho último Dilma tinha 34% das intenções de votos contra 32% dos outros somados; e agora este percentual está igualado 38x38.

   4. Destaca-se, ainda, que o patriotismo, a Copa, o orgulho de ser brasileiro, fez com que Dilma voltasse a respirar e crescer, ela que tinha 44% em fevereiro último contra 16% de Aécio e 9% de Campos. A Copa tem sido vista pela população brasileira (pobres e ricos) como um evento que dá orgulho ao país (cresceu 12% na última semana) e se a seleção brasileira obtiver mais sucesso a partir desta sexta-feira contra a Colômbia e depois chegar ao título do Hexa, aí Dilma será mais beneficiada.

   5. Causa surpresa no meio político o fato de Aécio Neves se manter num patamar que vai de 16% a 20%, sem conseguir superar essa barreira em 5 meses, o mesmo acontecendo com Eduardo Campos, o qual começou com 9% e se mantém com os mesmos 9%. 

   6. Ambos não estão conseguindo levar para suas sacolas de votos a insatisfação do brasileiro com o governo Dilma e com a rejeição ao nome da presidente, hoje, na casa de 32%. Aécio e Campos estão falando na mudança necessária, porém, a maioria da população não está acreditando neles.

   7. Num segundo turno provável, embora a diferença entre Dilma e Aécio hoje seja a menor, apenas 7 pontos, Dilma levaria o pleito com 46% dos votos e Aécio teria 39%; contra Campos, Dilma faria 48x35.
 
   8. Uma outra questão a ser vista com certa atenção pelos candidatos da oposição a Rui Costa (PT) na Bahia, a senadora Lidice da Mata (PSB/Rede) e Paulo Souto (DEM/PSDB) é que a presidente Dilma voltou a crescer no Nordeste atingindo o patamar de 55% das intenções de votos, ou seja, 7% a mais em relação a junho último. 
  
   9. O que significa dizer, mais do que nunca, de que Rui vai colar sua candidatura na da presidente. Daí que pode melhorar sua performance em termos de intenções de votos, ele que se situa na terceira posição, segundo a última pesquisa Ibope.

   10. Outros indicadores positivos para Dilma apontados pelo DataFolha, graças ao patriotismo da Copa, é de que o orgulho de ser brasileiro saltou de 157 pontos (escala do DataFolha) para 173; e 85% dos entrevistados disseram que tem mais orgulho do que vergonha de ser brasileito, número que era de 75% em junho.

   11. Mais um dado interessante é de que os pobres (renda até 2 salários mínimos) e os ricos estão com Dilma, com 45% e 30% respectivamente. Na classe média (renda com 5 salários mínimos) ela tem 26%. Registre-se, por fim, que as vaias dadas a presidente na Copa são repudiadas por 75% da população.
 
   12. Como todos esses dados bons para a presidente só falta Neymar fazer os gols e os rapazes da Copa pararem de chorar. Um detalhe adicional é que, embora petistas mais radicais adoram falar mal da Rede Globo de TV, mas, sem dúvida, com essa cobertura da Copa, a Globo só tem ajudado Dilma.