segunda-feira, 14 de outubro de 2019
Colunistas / Política
Tasso Franco

Wagner analisa a sucessão 2014 e diz que também era fraco e venceu

Veja as observações do governador
21/11/2013 às 09:14
1. Mantida a decisão do Diretório Estadual do PT inicia-se a partir de hoje a contagem regressiva para a escolha do candidato da base governista: faltam 10 dias. No sábado,  será a vez de um movimento do senador Walter Pinheiro, PT, o qual vai reunir seu segmento político interno, a DS (Democracia Socialista) para um balanço do seu mandato. E, óbvio, tratar da sucessão 2014, ele que é um dos pré-candidatos.

   2. Hoje, em encontro com os jornalistas na Assembleia, o governador Wagner disse que, por ele, a data do anúncio está mantida (30 de novembro), mas, ressalvou que não tem bola de cristal. Ou seja, se o processo encrecrar, não vê empecilhos em adiar o anúncio. Embora Wagner não tenha dito isso como expressão de sua fala, admitiu nas entrelinhas essa situação.

   3. O governador também deixou claro que não é exclusivista a ponto de apontar um nome e sacramentar. No fundo, deu uma resposta a Sérgio Gabrielli, o qual em nota a direção do PT assinalou que está no páreo, admite a força do governador, mas, repudia ou não aceita o exclusivismo. Wagner disse que esta veste não lhe cabe e vai agir como técnico para todo o time.

  4. No entendimento do governador, o time tem que ser de qualidade e com todos atuando bem, o que significa dizer, de todos integrantes de sua base politica ainda que o PT seja o preferencial na cabeça da chapa, o que é natural. O governador conversou bastante com o presidente da Assembleia, Marcelo Nilo, durante a solenidade de homenagem e reparação a Giocondo Dias. 

   5. Marcelo, nos bastidores, o que já foi vazado pela imprensa, admite migrar para Lidice (PSB) se o PDT não integrar a chapa majoritária, posição que Alenxandre Brust, presidente da legenda na Bahia não aceita, considerando uma atitude dessa de humilhação. Marcelo, no entanto, tem forte ligação politica e pessoal com Wagner e está na Alba, na presidência, no 4º mandato.

   6. Diria que Marcelo precisou de Wagner para ser eleito e re-eleito, porém, ao longo do tempo, já pagou a dívida política ajudando a aprovar os projetos do governo. O presidente, na hora H, tem sido importante para Wagner. Na politica, dir-se-ia que estaria "elas por elas". Ou seja: ninguém deve nada a ninguém, o que seria entendível uma possível migração de Marcelo deixando a base.

   7. A questão é que o candidato do PSB a presidente, Eduardo Campos, está emperrado em 7% nas pesquisas e Lídice está órfã de alianças. Já se chegou a falar, nos bastidores, que capitão Tadeu, único deputado do PSB na Alba, seria o candidato a governador caso Lídice desista. 

   8. O governador está a cavalheiro. Comentou hoje que o PT tem "anjos e demônios", mas não é partido de "marginais". Confia no seu taco e no governo e time Lula/Dilma. Disse que está à vontade e fazendo a pré-transição ouvindo todos. E mais: que vai ganhar em 2014. Usou até a tese que o consagrou em 2006: "Eu era o candidato que perderia e ganhei".

   9. Pra bom entendedor da politica é o seguinte: Tem muita gente bizurando que Rui Costa é um candidato fraco.