quinta-feira, 04 de junho de 2020
Colunistas / Política
Tasso Franco

PREFEITURA insiste em tirar o escalpo da classe média que elegeu NETO

Prefeito pode pagar preço caro por isso nas próximas eleições
19/07/2013 às 10:53
1. Essa é uma situação que nunca entendi na politica: de gestores que são eleitos prioritariamente pelas classes média e média-alta e depois apontam seus dardos para alfinetar exatamente esses segmentos sociais. 

   2. Assim aconteceu com João Henrique, em sua primeira gestão, quando sustentou sua campanha na defesa do consumidor, do popular "Chupa-Cabra" (multa de radares a veículos) e depois montou uma "indústria" de multas na cidade. Agora, com ACM Neto, repete-se o cenário, na sanha de arrecadar R$40 milhões, só em 2013, cobrando as taxas do TIV (Transmissão Interna de Bens Imóveis) pelo valor de mercado e não pelo valor venal dos imóveis.

   3. Nada mais justo do que a SEFAZ atualizar os cadastros do IPTU, TIV, TLF, ISS, etc, desde que o então candidato ACM Neto tivesse avisado sobre essas medidas aos consumidores. - Olha eu vou ser um prefeito que vai aumentar os impostos, que vai arrecadar mais recursos para o bem da cidade. Se tivesse dito essa frase, hoje, a classe média não estaria surpresa com essa atitude do gestor, e poderia compreender melhor a situação.

   4. Agora, depois do jogo jogado apresentar essa arguição em nome da cidade, de prováveis melhorias, não dá. A classe média está endividada até o pescoço. Só não está usando aqueles colares do povo girafa da África, porque vivemos noutra cultura, senão estaria todo mundo estirando o pecoço.

   5. A Prefeitura tem que ser criativa, trabalhar na expansão da atividade produtiva, o que até agora não aconteceu nada, e não ficar retirando de quem já está quase se afogando, recursos para melhorar a cidade. Ademais, todo mundo sabe que obras de médio e grande portes numa capital como Salvador só com a ajuda dos governos do Estado e Federal, e organismos internacionais.

   6. A classe média não está conseguindo sequer acompanhar o aumento dos preços do pão e do tomate, imaginem. Na época de Tomé de Souza, 1549/1553, o Conselho da Câmara criou o cargo de "repesador" porque já se fraudava no peso do pão, produto que nunca faltou à mesa dos baianos desde aquela época, e, hoje, a classe média, quando vai a Perine ou ao Apipão, envergonhada, pede "apenas duas baguetes". 

   7. Argui-se nos bastidores da SEFAZ que o órgão arrecadador não ficará só por aí. Vai, também, atualizar a planta do IPTU o que poderá dobrar ou até triplicar os valores cobrados nos carnês, na atualidade. Se isso acontecer e mais o que já está acontecendo, como eleição não tem somente uma vez e Neto pretende seguir na política, é bom ele por as barbas no molho.